10 de jun. de 2014
2 de ago. de 2013
13 de mar. de 2013
Por que não devemos chamar a Orca de Baleia
2 de jun. de 2011
31 de mai. de 2011
15 de mar. de 2011
Exercícios genética - Sistema ABO
Nome:_______________________________________ Profª Magali Feldmann Piovezan
1. Com base no heredograma abaixo,

2. Na genealogia a seguir aparecem os grupos sanguíneos do sistema ABO. Qual é a probabilidade de 6 ser heterozigoto


.
4. Em ação de paternidade, um homem de renome internacional responde por alegação de ser pai de uma menina, fato que ele não admite. Exames de sangue solicitados pelo juiz revelaram que a mãe era do grupo A, a menina do grupo B e o acusado do grupo O. Com base nesses dados, é correto afirmar
5. A eritroblastose fetal é uma doença que pode ocorrer em fetos com fator Rh+ e a mãe com fator Rh– . Essa doença surge quando
e) ambos possuem o fator Rh– em homozigose recessiva.
6. Um homem sofreu um grave acidente na BR-364 quando viajava de Cuiabá/MT para Porto Velho/RO. Ao ser hospitalizado, necessitou de transfusão sangüínea. Admita que o hospital, naquele momento, dispunha somente dos seguintes grupos sanguíneos: A Rh positivo, A Rh negativo, B Rh negativo e O Rh negativo e que o homem pertencia ao grupo B Rh positivo. Dos grupos sangüíneos disponíveis, quais o acidentado poderia receber?
7 Um homem doador universal casa-se com uma mulher do grupo sangüíneo B, cuja mãe é do grupo sangüíneo O. Marque a alternativa correspondente aos prováveis grupos sangüíneos dos filhos do casal.a) Grupo B ou ABb) Grupo B ou Oc) Grupo AB ou Od) Apenas grupo Be) Apenas grupo O
10. Um homem do grupo sangüíneo O é acusado por uma antiga namorada de ser o pai de seu filho. Essa namorada tem um pai de grupo sangüíneo A, e sua mãe e seu irmão são do grupo O. O filho em questão é do grupo sangüíneo B. As chances de a namorada ser do grupo sangüíneo A e de o homem ser pai da criança são, respectivamente, de(A) 25% e 0%.
7 de nov. de 2010
Terceirãooooo....leitura e comentário....
A polêmica.
A polêmica sobre a eucaliptocultura sempre foi acirrada e há os que atribuem a ela a destruição das matas nativas, o empobrecimento do solo, o esgotamento da água e redução da biodiversidade animal e vegetal; os plantios são monoculturas extensas, caracterizadas por apresentar baixa diversidade ecológica, resultando em instabilidade ou vulnerabilidade a mudanças climáticas ou ataque de doenças e pragas e além disso, reduzem as oportunidades de trabalho na região onde são plantadas, aumentando o êxodo rural. A simplicidade biológica própria da monocultura quando comparada à diversidade e riqueza de uma floresta nativa é flagrante. Isso sugere que a substituição de florestas nativas por plantações a título de reflorestamento seja um contrasenso, em termos ambientais, sociais e até econômicos, em face dos diversos bens materiais e imateriais (paisagem, fármacos, fitoterápicos, potencial genético, contato com a natureza, lazer) fornecidos pelas matas naturais. Os empregos gerados são considerados, em grande parte, de baixa qualidade e, na maioria das vezes, de caráter temporário, com baixos salários, más condições de alojamento e má alimentação, destacando-se pelo descumprimento da legislação trabalhista. Os trabalhadores envolvidos na produção da madeira atuam em atividades tais como limpeza e preparo do terreno para o plantio, preparo das mudas nos viveiros, plantio, combate a formigas, capina braçal, corte com motosserra, arraste, empilhamento e transporte de madeira, carregamento de caminhões, replantio, manutenção das áreas de plantio. São subdivididos em três grupos distintos de trabalhadores: trabalhadores da produção da madeira, trabalhadores da produção de carvão vegetal (carvoeiros) e mulheres trabalhadoras.O principal temor atual dos ecologistas e ambientalistas gaúchos é com a possibilidade de ocorrer no Rio Grande do Sul o que aconteceu no Espírito Santo, Uruguai e também no Sul do Chile. Nestes lugares, segundo os ambientalistas, os chamados “desertos verdes” reduziram a água disponível, extinguiram espécies e também empregos, pois as atividades foram todas mecanizadas. No Uruguai, dois projetos, de duas fábricas de celulose já aprovadas, uma da escandinava BOTNIA, a qual já adquiriu 100 mil hectares de terra, e outra da espanhola ENCE, que já adquiriu 85 mil hectares de terra, com investimentos previstos de US$ 2 bilhões, enfrentam forte resistência dos ecologistas e setores populares. No Uruguai, já são 700 mil hectares de árvores plantadas e no Sul do Chile 2 milhões de hectares. O Governo argentino questionou o investimento da finlandesa Botnia e da espanhola Ence na cidade uruguaia de Fray Bentos, reclamando da contaminação dos efluentes tóxicos que seriam jogados no rio Uruguai. Apesar de múltiplas promessas de modernização das fábricas, em termos de controle e tecnologias ambientais, as plantas que estão sendo propostas para instalação em Fray Bentos são as mesmas que, em toda parte do mundo, recebem questionamentos sobre seus impactos ambientais e são cada vez mais acuadas por legislações que impõem limites à contaminação. Conforme o Greenpeace da Argentina, um dos principais problemas das plantas de ceulose e papel é o despejo de organoclorados nos rios e demais cursos d água. São compostos que afetam a vida aquática e se armazenam nos tecidos adiposos (gorduras) dos organismos, tendo efeito biocumulativo ao longo da cadeia alimentar. Em seres humanos, causam transtornos no sistema imunológico, nervoso e reprodutor. Entre os organoclorados identificados nos efluentes desse tipo de empresas, há numerosos compostos cancerígenos e mutagênicos. O Greenpeace assinala que as plantas de celulose que pretendem se instalar em Fray Bentos representan o dobro da capacidade de produção atual de pasta de papel que a Argentina possui, pulverizada entre uma dezena de empresas. Isto significa alta concentração de contaminantes em Gualeguaychú, daí a necessidade de, conforme a ONG, de o governo argentino manter-se firme e exigir que o Uruguai cumpra o Estatuto do Rio Uruguai, o qual trata de questões de preservação. O Greenpeace também advoga que os governos de ambos os países requeiram instalações modernas, para que as empresas que se instalarem na região sejam ambientalmente sustentáveis. O Greenpeace quer que as plantas adotem um plano de produção limpa, explorando florestas sustentáveis, operando com processos não tóxicos - com tecnologias livres de efluentes - e com o máximo de reciclagem de produtos de papel. Este plano inclui a eliminação do cloro de branqueamento, pois o branqueamento é uma das partes mais prejudiciais do processo de produção do papel. A pasta pode ser branqueada com métodos que não empregam cloro - Totalmente Livres de Cloro o, TCF. Para isto, utilizam-se branqueadores à base de oxigênio, como peróxido de hidrogênio (água oxigenada), ozônio e oxigênio gasoso. Esta tecnologia totalmente livre de cloro é comprovadamente eficiente e economicamente possível. Estender o processo de cozimento e realizar o processo de deslignificação com oxigênio. Este é um pré-requisito imprescindível para fazer com que o processo possa ser totalmente livre de cloro. Com isto, são reduzidas as quantidades de lignina que ingressam nas etapas de branqueamento. Os resíduos da deslignificação com oxigênio podem ser reciclados. Eliminar totalmente os efluentes das plantas de pasta e papel. A eliminação do cloro e de seus subprodutos altamente corrosivos permite às papeleiras operar em sistemas Totalmente Livres de Efluentes. Ao tratar e reciclar os efluentes dentro do processo, é possível reduzir a quantidade de água empregada e eliminar as descargas tóxicas. Aumentar a porcentagem de papel reciclado e o conteúdo de papel reciclado pós-consumo nos papéis à venda. Dispor de medidas para que todo o papel descartado pelos órgãos públicos nacionais seja reciclado. Que o papel de impressão e escrita comprado pelo governo contenha pelo menos 20% de fibras recicladas pós-consumo após dois anos de iniciado o plano. Reduzir a demanda de papel branco. O conflito foi parar no Tribunal Internacional de Haia, com vitória dos uruguaios. A decisão, anunciada em 13 de julho de 2006, foi tomada por 14 votos contra um, tendo os juízes rejeitado o argumento de que haveria o risco de danos ambientais "irreparáveis" na atual etapa da construção das fábricas (o único voto contrário foi de um juiz argentino). No despacho, a presidente do tribunal, Rosalyn Higgins, afirma que "não há indício de que a decisão de autorizar a construção das plantas implique uma ameaça iminente ao meio aquático do rio Uruguai ou aos interesses econômicos e sociais da população ribeirinha" (BBC Brasil/Folha Online, 14/07/2006). Fiel à letra da lei, a decisão determina que o Uruguai assumirá "o conjunto dos riscos", ao permitir que as construções sejam concluídas e, futuramente, poderão até mesmo ser "desmontadas", caso fiquem comprovados danos ambientais permanentes decorrentes das suas atividades. No entanto, a Ence acabou anunciando, no dia 21 de setembro, que irá procurar outro local. O Banco Mundial suspendeu o financiamento para a Ence e para a Botnia.Entre os danos ambientais denunciados estão a degradação do solo, que geralmente fica descoberto nos dois anos após a plantação e nos dois anos depois da colheita, a erosão e a compactação gerada pelo uso de máquinas pesadas. Outro grave impacto é escassez dos recursos hídricos em função do alto consumo de água necessário para as monoculturas. No Sul do Chile, dois milhões de hectares plantados também reduziram a disponibilidade de água para as comunidades. Sob esse aspecto, a eucaliptocultura provoca prejuízos ambientais.No Brasil, também já existe um movimento contra as monoculturas, trata-se da Rede Alerta contra o Deserto Verde, com sede em Vitória, no Espírito Santo. “As grandes empresas de celulose estão comprando áreas brasileira
Fonte: www.marcobueno.net
15 de mai. de 2010
Engenharia Genética
JÁ SE PODE ESCOLHER O SEXO DOS BEBÊS E SELECIONAR EMBRIÕES SEM DISTÚRBIOS GRAVES. DAQUI A ALGUM TEMPO SERÁ VIÁVEL ATÉ ALTERAR AS SUAS CARACTERÍSTICAS GENÉTICAS. PARA O BEM OU MAL, A HUMANIDADE ESTÁ SE TORNANDO CAPAZ DE DECIDIR COMO SERÃO OS NOVOS HABITANTES DO PLANETA.
Daqui para a frente a vontade de ter um menino ou uma menina não é mais um mero desejo. É uma ordem. Em setembro, a clínica americana Genetics & IVF Institute anunciou ter conseguido separar os espermatozóides com o cromossomo X - que geram garotas – dos que carregam o Y e fazem nascer rapazes. Uma fecundação artificial foi feita apenas com os espermatozóides X. Aí, dos quatorze casais que haviam pedido bebês do sexo feminino, treze conseguiram. Agora a Genetics promete, em alguns meses, tornar o método acessível a todo papai e toda mamãe ansiosos por burlar a seleção natural Inclusive famílias brasileiras. Embora a empresa não divulgue quanto vai cobrar pela satisfação paterna, sabe-se que, nos testes realizados, cada par de pais desembolsou 2.500 dólares. Isso é bom para a humanidade? “As novidades chegam tão depressa que não temos tempo de digeri-las”, disse à Super o biólogo americano Lee Silve, da Universidade de Princeton. Um dos mais respeitados microbiologistas do mundo, ele é autor de um livro importante sobre o assunto, Remaking Eden (algo como “refazendo o Éden”, ainda não traduzido para o português), no qual analisa como os novos conhecimentos da Biologia “poderão transformar a família americana”. Silver explica que a escolha do sexo é apenas o começo, pois, não demora muito, os médicos vão aprender a mexer diretamente nos genes dos embriões e, assim alterar os seus traços hereditários. Os pais vão poder decidir se querem que seus filhos nasçam mais resistentes a infecções, mais bonitos ou mais inteligentes. ”Esse tipo de manipulação genética estará disponível dentro de uns vinte anos”, avalia outro craque da microbiologia, o americano Gregory Stock, da Universidade da Califórnia. Nas próximas páginas você vai entender o que já está sendo feito o que vai ser possível fazer e os profundos dilemas éticos envolvidos nessas descobertas.
PARA ESCOLHER O SEXO, BASTA FILTRAR O SÊMEN.
Em 1993, a clínica americana Genetics & IVT Institute começou a recrutar casais que queriam escolher o sexo do bebê. Todos os inscritos estavam na faixa dos 30 anos e tinham interesse em ter uma menina. Dos catorze que fizeram o teste, só um não conseguiu o que queria, nascendo um garoto. Já se sábia, desde o início, que havia essa possibilidade de falha, pois a eficiência da técnica não é de 100% . A clínica americana chegou bem perto disso, com 92,9% de sucesso.
A margem de erro existe porque a separação dos espermatozóides depende de uma diferença muito sutil entre eles: dentro dos que carregam o cromossomo X, há 2,8% mais de DNA, em comparação com os que carregam o Y. É por trabalhar com uma disparidade tão pequena que a técnica nem sempre acerta. E a falha teria sido ainda maior se, em vez de meninas, a Genetics tentasse escolher meninos, pois é mais difícil separar os espermatozóides que têm uma quantidade muito reduzida de DNA do que aqueles que têm excesso.
DA SELEÇÃO ARTIFICIAL À ALTERAÇÃO GENÉTICA.
Não é apenas o sexo que já pode ser pré-definido. O desejo de evitar o nascimento de crianças com males incuráveis levou à criação de outras duas técnicas de escolha. Por meio da primeira, é possível enxergar os cromossomos dentro das células de um embrião. Com isso, verifica-se a presença de algum defeito causador de doença grave, como a síndrome de Down, que provoca retardamento mental. “O exame dos cromossomos também é usado para contornar males como hemofilia”, acrescenta o médico Eduardo Motta, do Huntington Centro de Medicina Reprodutiva, em São Paulo. A doença pode ser detectada nos genes maternos e afeta apenas os filho homens. Aí, basta observar os cromossomos os cromossomos do embrião, dois dias depois da fecundação, para saber o sexo do futuro bebê. Se ficar claro que vai nascer menina, não há problema. Senão, o embrião é descartado. Aliás, só em casos terapêuticos a legislação brasileira autoriza a seleção de embriões. A Segunda técnica consiste em examinar não os próprios cromossomos, mas a molécula de DNA que está dentro deles. Pode-se ver, dessa maneira, se há incorreções genéticas que levam a diversas enfermidades, como a fibrose cística e a adenoleucodistrofia. Se houver, corta-se o mal pela raiz. “Optamos por implantar embriões saudáveis e descartamos os que apresentam problemas”, diz o médico Thomaz Gollop, do Instituto de Medicina Fetal e Genética Humana, em São Paulo. Até agora, os médicos conseguem apenas enxergar as características dos embriões, mas estão aprendendo a modificá-las, mexendo diretamente nos genes. “Assim, vai ser possível intervir e corrigir os defeitos” anima-se o geneticista Marcos Aurélio Sampaio, da Clínica Origem, em Belo Horizonte (MG).
UM GATILHO CONTRA O CÂNCER
É a terapia genética aplicada aos que vão nascer. Ela poderá eliminar doenças de diversos tipos. O biologista molecular John Campbell, da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, imagina que seria possível poupar um futuro cidadão de ter câncer quando ele ainda estiver no estágio de um ovo – que é um óvulo já fertilizado. A solução seria introduzir nesse ovo um gene capaz de interromper o crescimento de qualquer tumor. O gene ficaria desligado até o câncer se manifestar e só então seria ativado por uma substância – gatilho a ser tomada na ocasião. A hipótese impressiona pelo benefício que traria, mas também pela complicação que acarreta. É que, ao introduzir um gene num ovo, ele passaria a agir não apenas no bebê gerado por esse ovo, mas também nos filhos dessa criança e nos filhos desses filhos. Em outras palavras, estaria dando o primeiro passo para criar uma geração de seres alterados geneticamente. Tudo bem, Campbell está pensativo numa cura. Mas e se o objetivo fosse criar uma geração mais bonita, mais inteligente ou meramente mais adequada a certos padrões de comportamento?
O QUE DÁ PARA EVITAR.
Distrofilia de Duchenne
Degeneração dos músculos.
Síndrome de Turner
Mulheres com estatura baixa, pescoço curto e infeteis.
Talassemia
Anemia e atraso no crescimento.
Adenoleucodistrofia
Perda da visão e da coordenação muscular
Síndrome de Edwards
Musculatura tensionada, dificuldade em abrir a mão e a boca.
Síndrome de Patau
Cabeça grande, lábio leporino e número anormal de dedos.
Coréia de Huntington
Perda precoce de memória e da coordenação motora.
Fibrose cística
O pulmão e o pâncreas funcionam mal.
SÓ EMBRIÃO SAUDÁVEL TEM DIREITO DE NASCER?
Até que ponto um homem ou uma mulher devem intervir nas características dos seus filhos e filhas? Para o geneticista Osvaldo Frota Pessoa, da Universidade de São Paulo, não há limite. “Não vejo nada de errado na idéia de produzir indivíduos mais bonitos e mais saudáveis”, afirma ele. “Todo mundo quer ter filhos maravilhosos e esse será o futuro”. Em teoria, a questão parece simples. Mas, na prática, a legislação brasileira proíbe qualquer intervenção sobre o patrimônio genético sem fins terapêuticos. Imagine que você queira mexer nos genes de seu filho para torna-lo mais bonito, como disse Frota Pessoa. Não pode. Pela lei, só estão autorizadas as alterações nos genes humanos destinadas a eliminar defeitos que causem problemas à saúde. Acontece que a lei, nesse caso, reflete a profunda preocupação que causa, em muitos setores da sociedade, o uso indiscriminado dos novos conhecimentos científicos. “Há quem considere imoral descartar embriões para evitar o nascimento de crianças doentes, da mesma forma como se acredita ser imoral fazer um aborto”, diz Tristam Engelhardt, do Centro de Ética Médica do Baylor College of Medicine, no Texas, Estados Unidos.
IGREJA É CONTRA DISPENSAR EMBRIÕES DOENTES.
É uma objeção que a Igreja Católica assina embaixo. “O fato de escolher o sexo ou a condição de saúde de uma criança significa deixar de aceitá-la encondicionalmente como pessoa”, diz o padre Márcio Fabri, diretor do instituto Alfonsianum de Ética. O seu ponto de vista se baseia nos ensinamentos da encíclica Sobre o Valor e a Inviolabilidade da Vida Humana, divulgada em março de 1995 pelo papa João Paulo II. Mas a Igreja Católica não é refratária a qualquer tipo de intervenção. A mesma encíclica aceita que se manipulem os genes do embrião para evitar um mal. Em compensação, não admite nem a fertilização de proveta nem que algum embrião mesmo se fecundado por meios naturais, seja eliminado para outro nasça perfeito. “Tal atitude seria vergonhosa e profundamente repreensível porque presume medir o valor da humana”, diz a encíclica. Diante das várias maneiras de ver a questão, Marco Segre, presidente da Sociedade Brasileira de Bioética, parece procurar uma forma de conciliação. “Nenhuma tecnologia, em si mesma, é ética ou antiética”, argumenta ele tudo depende do uso que dermos a ela.
“E, enquanto visarmos o bem-estar da humanidade estaremos no caminho certo”. ??????????
Fonte: www.brasilescola.com/biologia/engenharia-genetica.htm
22 de fev. de 2010
POLUIÇÃO GENÉTICA
A poluição genética resulta do cruzamento de variedades transgênicas (OGMs) com variedades selvagens e convencionais. Esse cruzamento pode causar a perda de biodiversidade, irreversível e incontrolável. Estima-se que 50.000 espécies são extintas todos os anos, que os ecossistemas encontram-se altamente instáveis e desequilibrados – e a sobrevivência do Homem depende diretamente da biodiversidade. Os OGMs, por serem seres vivos novos, não têm predadores naturais e podem, em certos casos, expandir-se com facilidade, competindo diretamente com as espécies nativas. A aplicação de um herbicida não seletivo a culturas de OGMs tolerantes elimina outras plantas, mesmo que benéficas. Insetos, aves e mamíferos dependentes são, consequentemente, afetados. Existem ainda evidências de que plantas transgênicas podem tornar-se tóxicas para os animais. Resultado global: a previsível ruptura dos já fragilizados ecossistemas.A poluição genética é diferente da poluição de qualquer outra natureza, pois tem a possibilidade de se difundir por reprodução, reduzindo a chance de controle por eliminação da fonte do poluente e fugindo completamente ao controle, o que representa um risco considerável a ser analisado. Um relatório recente do governo americano sugere que será muito difícil impedir que plantas e animais geneticamente modificados tenham algum efeito sobre o meio ambiente e as pessoas, ainda que involuntário; o documento, divulgado pelo Conselho Nacional de Pesquisa da Academia de Ciências dos EUA, diz que, embora muitas técnicas estejam sendo desenvolvidas com o objetivo de impedir organismos geneticamente modificados ou seus genes de se disseminar na natureza, a maioria delas não parece ser eficaz. Uma das principais mensagens do documento é que há muito poucos métodos de bioconfinamento bem desenvolvidos. Os transgenes podem ser transferidos para as espécies nativas através de processos naturais que sempre foram inofensivos e fundamentais para o aparecimento de novas espécies. Quando arrastado pelo vento, o pólen pode percorrer mais de 180 Km num só dia, e viagens bem mais longas podem ocorrer ocasionalmente.
Torna‑se assim impossível separar as culturas transgênicas das convencionais, dado que a contaminação genética ocorre sempre: não há uma distância de separação que possa ser considerada segura.Para evitar a erosão genética e a perda de biodiversidade, são necessários estudos de impacto ambiental que levem em conta as características do OGM e do ecossistema onde será inserido. O milho consegue jogar o pólen a muitos quilômetros, mas a soja se autopoliniza. Cada planta é uma planta, cada proteína é uma proteína.
As gramíneas apresentam uma polinização anemófila (pelo vento). As principais gramíneas são o arroz, a aveia, o trigo, o milho, a cevada, o centeio, o sorgo e a cana-de-açúcar.
O cultivo de transgênicos reforça a tendência à uniformidade genética na agricultura, com grandes monoculturas utilizando umas poucas variedades da mesma espécie. Estas variedades estão sendo selecionadas apenas em função de umas poucas características, como a resposta à adubação química no melhoramento convencional e a resistência a uma ou outra praga ou doença, ou ainda a herbicidas, no caso dos transgênicos, estreitando a variabilidade genética destas plantas, tão vital para sua adaptação e evolução no futuro. Isto torna estas culturas extremamente suscetíveis ao ataque de pragas e doenças com grandes riscos para a produção e levando a demandas cada vez maiores de controles com agrotóxicos perigosos para o meio ambiente e a saúde.
Está demonstrada por pesquisas de universidades americanas a possibilidade de transferência espontânea, para plantas silvestres da mesma família, dos genes introduzidos numa variedade cultivada. Por exemplo, os genes introduzidos em espécies cultivadas para torná-las resistentes à herbicidas podem transferir-se espontaneamente para plantas silvestres com risco de torná-las superervas daninhas de difícil controle. Os "transgenes" também se transferem para variedades tradicionais ou convencionais da mesma espécie em campos vizinhos.
Isso está acontecendo com o milho, no México, e já foi comprovado cientificamente, conforme divulgado pela revista científica britânica Nature (29/11/2001). Os pesquisadores da Universidade da Califórnia em Berkeley (EUA), David Quist e Ignacio Chapela, que assinaram o trabalho, comprovaram que o pólen de milho transgênico fertilizou o milho nativo. O México é o centro de origem do milho. Há dezenas de variedades no país, as quais representam a base financeira para milhares de famílias. O milho é tão importante para os mexicanos que ultrapassa a questão econômica e assume feições culturais. Para proteger esse tesouro genético, o governo do México baniu, em 1998, o cultivo de versões transgênicas da planta - que tem polinização cruzada - para impedir a contaminação das variedades nativas. Neste ano, exames conduzidos por comunidades indígenas e camponesas descobriram DNA de milho transgênico em pelo menos nove Estados produtores. Entre eles, está a proteína Bt-Cry9c, que identifica o milho Starlink, da Aventis. O grão é plantado nos Estados Unidos como fonte de alimentação animal, mas é proibido para o consumo humano. As causas da contaminação ainda não estão claras, mas sabe-se que o pólen do milho pode viajar pelo vento.
Nos últimos anos, ervas daninhas resistentes ao glifosato têm surgido em Estados americanos produtores de soja transgênica. A soja RR foi modificada geneticamente para que se tornasse resistente ao herbicida glifosato. O glifosato age pela inibição de enzima essencial ao desenvolvimento das plantas, mas que não existe em nenhum outro ser vivo. O que a biotecnologia viabilizou foi a produção de maior quantidade dessa enzima, o que permite que ela sobreviva à aplicação do herbicida. Isso significa que o Roundup (o herbicida) ou outra formulação de glifosato pode ser usado livremente para eliminar as ervas daninhas, sem afetar a soja. A soja Roundup Ready, evento 40-3-2, foi produzida pela introdução da seqüência de codificação cp4 epsps, naturalmente tolerante ao glifosato, no genoma da soja, usando-se transformação por aceleração de partículas, também conhecida por biolística.
A tendência é que os agricultores tenham de usar outros herbicidas para vencer a resistência dessas variedades e, por conseqüência, perder sua vantagem competitiva. Nos primeiros três anos de cultivo (1996 a 1998), os transgênicos resistentes aos herbicidas reduziram o consumo de herbicidas, comparado com os cultivos convencionais, em uma quantidade estimada em 8,3 milhões de quilos (kg). No entanto, nos últimos três anos (2001 a 2003), a quantidade destes herbicidas aplicados nestas mesmas variedades aumentaram em 36,3 milhões de quilos (kg), comparado com cultivos convencionais. Os dados do Departamento de Agricultura dos EUA mostra um inacreditável aumento de 22% na quantidade de glifosato aplicado por hectare de soja transgênica entre 2001 e 2002. Conseqüentemente, o grande aumento do uso de glifosato aplicado por hectare de soja transgênica combinado com o aumento da área de soja Roundup Ready da Monsanto foi a principal razão para o aumento no uso de herbicidas nos Estados Unidos.O estudo, no Brasil, do arroz Liberty Link, da AgrEvo, foi cercado de cuidados incomuns. Segundo a CTNBio, o OGM poderia se misturar a uma variedade selvagem chamada de "arroz vermelho", praga que infesta plantações no Sul, e criar uma "supererva".
Embora a maioria dos OGMs dificilmente poderiam vir a se tornar problema desse tipo, o fato de 11 entre as 18 principais espécies invasoras (super-invasoras) no mundo serem aparentadas de espécies cultivadas permite levantar esta possibilidade de risco, em especial para ambientes naturais como reservas biológicas. Entre as espécies mais citadas como possíveis super-invasoras estão Sorghum bicolor e Oriza sativa. Provavelmente a espécie cultivada de sorgo, S.halepense é derivada de S.bicolor e S.propinguun que são invasoras. No Caso do arroz, o arroz vermelho é, na realidade, da mesma espécie que o arroz cultivado e a passagem do gene para resistência a herbicida não teria barreira alguma para ser transferido para o arroz vermelho. Mas o exemplo mais claro do potencial de criação de super-invasoras a partir de hibridação de espécies silvestres com OGMs é o caso de Brassica napus que embora tenha 19 cromossomos (2n=38) teve o gene para resistência transferido para Brassica campestris, que tem 10 (2n=20) cromossomos. Assim, mesmo que a frequência do evento seja muito baixa, sobre forte pressão de seleção haverá fixação da característica que resulte em maior aptidão no ambiente. Híbridos de canola, girasol e curcubitáceas são facilmente produzidos por polinização via insetos. Espécies polinizadas pelo vento são particularmente problemáticas. O arroz vermelho, uma das principais invasoras em arroz irrigado, certamente tornar-se-á resistente em poucas gerações.Da mesma forma, os evolucionistas alertam para o nascimento de insetos resistentes à toxina Bt. O gene para resistência que vem sendo mais utilizado é o que codifica para a produção de proteína tóxica da bactéria Bacillus thuringiensis. Na técnica mediada pela bactéria Agrobacterium tumefaciens, insere-se primeiro o gene na bactéria, e depois infecta-se algum tecido da planta que se quer transformar, com esta bactéria. Este tipo de bactéria tem como característica transferir parte de seu DNA para o genoma das células que infecta.
Essa bactéria (Bt) há quase um século vem sendo utilizada como agente de controle biológico de insetos, uma vez que é letal, especialmente para grupos de lepidópteros (mariposas e borboletas) e coleópteros (besouros). A inserção de genes para toxina de Bt em plantas cultivadas se traduz em desvantagens para o ambiente e para processos evolutivos, a maioria das quais equivalentes às causadas por sobredosagem de agrotóxicos.
O primeiro risco apontado neste caso é o de impacto da toxina, quando expressa na planta, sobre espécies não alvo. Polinizadores, predadores e parasitóides de insetos podem ser afetados de diferentes maneiras. As folhas caídas das plantas transgênicas produtoras de Bt podem alterar a composição biológica do solo, provocando alterações na absorção de nutrientes pelas plantas ou mesmo toxicidade para os organismos deste meio – que desempenham um papel fundamental no equilíbrio biológico do solo bem como nos vários ciclos biogeoquímicos (ciclo da água, nitrogênio, fósforo, enxofre, etc.)O exemplo do tabaco no Sul do Brasil porque é uma cultura produzida intensamente nesta região e para a qual já existe solicitação, junto à CTNBio, de liberação no meio ambiente, de tabaco modificado para resistência a várias doenças. Nicotiana é um gênero de Solanáceas que representa um grupo bastante variável quanto ao cariótipo, tendo espécies com diferentes números de cromossomos. Mas é também um grupo muito promíscuo. A polinização de muitas de suas espécies é feita por mariposas da família Sphingidae, que são insetos robustos e com grande capacidade de vôo a longas distâncias. A possibilidade de transferência de genes para resistência a patógenos para espécies aparentadas a partir do cultivo de tabaco transgênico é provavelmente uma questão de tempo. Há, portanto, o risco de termos, via hibridação, a seleção de linhagens resistentes a doenças e com potencial invasor de cultivos e de ambientes naturais. Dependendo das condições em que esse processo ocorrer é ainda possível sugerir um impacto sobre a biodiversidade via eliminação de espécies endêmicas em áreas onde essas novas pragas encontrem condições favoráveis para sua expansão e competição com espécies autóctones.A probabilidade de cruzamento não depende da característica introduzida nas plantas transgênicas ou do melhoramento genético clássico, mas sim do sistema natural de reprodução de cada cultura. A soja, por exemplo, é uma espécie que se reproduz por autofecundação, o que minimiza o potencial de cruzamento com outras plantas de soja ou de qualquer outra espécie.
o caso do milho, uma espécie que se reproduz por polinização cruzada, diversos estudos já foram realizados a respeito das características e movimentação do pólen. Esse conhecimento permite que todos os cuidados sejam tomados antes da autorização do plantio em nível experimental e, posteriormente, para a liberação em escala comercial.
A realidade é que a promessa da biotecnologia não se cumpriu na área de alimentos, uma vez que os produtos que hoje chegam ao mercado não trazem qualquer tipo de vantagem em qualidade para o consumidor e tampouco são mais baratos. As possíveis vantagens para o produtor também são questionáveis. Transgênicos não são mais produtivos do que os não transgênicos (Lappé & Bailey 1998). Trata-se muito mais de uma corrida comercial. O interesse em recuperar rapidamente os investimentos de grandes corporações* e de garantir mercados futuros de sementes faz com que esses produtos sejam emprurrados goela abaixo de governos e da população, atropelando a demanda de pesquisas que garantam a biosegurança, em relação à saúde e meio ambiente, atropelando os debates e a legislação.Estados Unidos é o país maior produtor de organismos geneticamente modificados e seu principal defensor. Segundo a ISAAA (Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicações de Agrobiotecnologia), os EUA respondem por dois terços das áreas cultivadas no mundo, com ênfase em milho, soja, algodão e canola. Eles foram a primeira nação a plantar OGMs comercialmente, em 1996, e são os que mais exportam e consomem. A Argentina é o segundo país em produção de organismos geneticamente modificados: em 2002, correspondia a 23% da área total no mundo com plantações transgênicas. Toda a soja cultivada na Argentina é modificada. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA, a produtividade da soja argentina na safra 2002/2003 é igual à obtida na de 1997/1998, antes da adoção dos transgênicos.Se a cultura de transgênicos se generalizar, a maioria dos agricultores terá de adquirir as sementes e herbicidas das empresas biotecnológicas, ficando ainda mais dependentes delas e com uma margem de manobra, face a situações imprevistas, diminuída. No caso particular do terceiro mundo, em que a alimentação depende da existência de variedades bem adaptadas ao clima de cada região (resultado de uma evolução e seleção de 12 000 anos) e de uma produção alimentar localizada e sustentada, o resultado será menos comida e, portanto, mais fome.
* As cinco maiores empresas do setor de biotecnologia: DuPont, Dow Chemical e Monsanto, nos EUA. As outras duas multinacionais ficam na Europa: a Novartis localiza-se na Suíça e a Aventis, na França.
Fontes: Revista Eco 21, Ano XIV, Edição 97, Dezembro 2004. (www.eco21.com.br)http://revistagalileu.globo.com/Galileu/www.stopogm.net/ biotecnologia/riscos.htmRevista de Agricultura, Piracicaba, V 76, fasc. 3. 2001. Maria Alice Garcia, Profª. Associada, Laboratório de Interações Inseto-planta - LIIP, Departamento de Zoologia, Instituto de Biologia, Universidade Estadual de Campinas
18 de ago. de 2009
7 de ago. de 2009
4 de ago. de 2009
28 de jul. de 2009
1 - Quanto tempo dura vivo o vírus suíno numa maçaneta ou superfície lisa?
Até 10 horas.
2 - Quão útil é o álcool em gel para limpar-se as mãos?
Torna o vírus inativo e o mata.
3 - Qual é a forma de contágio mais eficiente deste vírus?
A via aérea não é a mais efetiva para a transmissão do vírus, o fator mais importante para que se instale o vírus é a umidade, (mucosa do nariz, boca e olhos) o vírus não voa e não alcança mais de um metro de distancia.
4 - É fácil contagiar-se em aviões?
Não, é um meio pouco propício para ser contagiado.
5 - Como posso evitar contagiar-me?
Não passar as mãos no rosto, olhos, nariz e boca. Não estar com gente doente. Lavar as mãos mais de 10 vezes por dia.
6- Qual é o período de incubação do vírus?
Em média de 5 a 7 dias e os sintomas aparecem quase imediatamente.
7 - Quando se deve começar a tomar o remédio?
Dentro das 72 horas os prognósticos são muito bons e a melhora é de 100%.
8 - De que forma o vírus entra no corpo?
Por contato ao dar a mão ou beijar-se no rosto e pelo nariz, boca e olhos.
9 - O vírus é mortal?
Não, o que ocasiona a morte é a complicação da doença causada pelo vírus, que é a pneumonia.
10 - Que riscos têm os familiares de pessoas que faleceram?
Podem ser portadores e formar uma rede de transmissão.
11 - A água de tanques ou caixas de água transmite o vírus?
Não, porque contém produtos químicos e está clorada.
12 - O que faz o vírus quando provoca a morte?
Uma série de reações como deficiência respiratória e pneumonia severa.
13 - Quando se inicia o contagio, antes dos sintomas ou até que se apresentem?
Desde que se tem o vírus, antes dos sintomas.
14 - Qual é a probabilidade de recair com a mesma doença?
De 0%, porque fica-se imune ao vírus suíno.
15 - Onde encontra-se o vírus no ambiente?
Quando uma pessoa portadora espirra ou tosse, o vírus pode ficar nas superfícies lisas como maçanetas, dinheiro, papel, documentos, sempre que houver umidade. Já que não há como esterilizar todos os ambientes, recomenda-se extrema higiene das mãos.
17 - O vírus ataca mais às pessoas asmáticas?
Sim, são pacientes mais suscetíveis. Mas por tratar-se de um novo germe todos somos igualmente vulneráveis.
18 - Qual é a população que está sendo atacada por este vírus?
De 20 a 50 anos de idade.
19 - É útil a máscara para cobrir a boca?
Existem produtos de maior e menor qualidade. Se você não está doente é pior, porque os vírus, pelo seu tamanho, atravessam a máscara. E, com o uso dela, cria-se na zona entre o nariz e a boca um microclima úmido, próprio ao desenvolvimento viral. Porém, se você já está infectado, use um equipamento de qualidade para não infectar aos demais, embora a eficácia seja relativa.
20 - Posso fazer exercício ao ar livre?
Sim, o vírus não anda no ar nem tem asas.
21 - Serve para algo tomar Vitamina C?Não serve para prevenir o contagio do vírus, mas ajuda a resistir ao seu ataque.
22 - Quem está a salvo desta doença ou quem é menos suscetível?
A salvo ninguém está. O que ajuda é a higiene dentro do lar, de escritórios, nos utensílios e não freqüentar lugares públicos com aglomero de pessoas.
23 - O vírus se move?
Não, o vírus não tem nem patas, nem asas. A pessoa é quem o coloca para dentro do organismo.
24 - As mascotes transmitem o vírus?
Este vírus não.
25 - Se vou ao velório de alguém que morreu desse vírus posso me contagiar?
Não.
26 - Qual é o risco das mulheres grávidas com este vírus?
As mulheres grávidas têm o mesmo risco de qualquer pessoa. Podem tomar os antivirais em caso de contagio, com estrito controle médico.
27 - O feto pode ter lesões se uma mulher grávida se contagia com este vírus?
Não sabemos que danos pode haver no processo, já que é um vírus novo.
28 - Posso tomar ácido acetilsalicílico (aspirina)?
Não é recomendável, pois pode ocasionar outras doenças. A menos que você tenha prescrição por problemas coronários. Neste caso, siga tomado.
29 - Serve para algo tomar antivirais antes dos sintomas?
Não.
30 - As pessoas com AIDS, diabetes, câncer, etc., podem ter maiores complicações que uma pessoa sadia, se contagiadas pelo vírus?
Sim.
31 - Uma gripe convencional forte pode se converter em gripe suína
?Não.
32 - O que mata o vírus?
O sol, mais de 5 dias no meio ambiente, o sabão, os antivirais e o álcool em gel.
33 - O que é feito nos hospitais para evitar contágios a outros doentes que não têm o vírus?
O isolamento.
34 - Se estou vacinado contra a influenza estacional sou inócuo a este vírus?
Não serve para nada, ainda não existe vacina para este vírus.
35 - Este vírus está sob controle?
Não totalmente, mas estão sendo tomadas medidas agressivas de contenção.
36 - O que significa passar do nível de alerta 4 para o 5?
A fase 4 não faz as coisas diferentes da fase 5. Significa que o vírus se propagou de pessoa a pessoa em mais de 2 países. A fase 6 ocorre quando há propagação em mais de 3 países.
38 - As crianças com tosse e gripe têm influenza?
É pouco provável, pois as crianças são pouco afetadas.
39 – Quais medidas devem adotar as pessoas que trabalham em contato com muitos outros indivíduos?
Lavar as mãos muitas vezes ao dia.
40 - Posso me contagiar ao ar livre?
Se há pessoas infectadas e que tussam e/ou espirrem perto pode acontecer, mas a via aérea é um meio de pouco contágio.
41 - Pode-se comer carne de porco?
Sim. Não há nenhum risco de contágio por este meio.
42 - Qual é o fator determinante para saber que o vírus já está controlado?
Ainda que se controle a epidemia agora, no inverno boreal (do hemisfério norte), ela pode voltar. Até lá, provavelmente ainda não haverá uma vacina contra a doença.
4 de jun. de 2009
Oi Gurizada do Terceirão.....ENEM.....isso interessa....!!!!! saudades de todos....
Conteúdo exigido muda pouco, dizem professores
Programa cobrado é dado no ensino médio, diz ministro da EducaçãoAviso aos estudantes: não é preciso temer o novo Enem, afirmam professores de colégios e de cursinhos, além do Ministério da Educação. O conteúdo, sustentam, será semelhante àquele que já é dado no ensino médio. A mudança é que será cobrada uma carga maior de informação, mas dentro do modelo antigo de privilegiar o raciocínio em detrimento da decoreba. Para exemplificar, o ministro Fernando Haddad (Educação) já disse que o exame não exigirá datas, mas sim o conhecimento de fatos históricos. As questões terão relação com o cotidiano. Ou seja, o enunciado não pedirá a resolução de uma equação matemática, mas ela pode ser importante para a solução de um problema em um contexto específico. O Enem mudou para se tornar um vestibular único para as 55 universidades federais do país. Até sexta-feira, 27 universidades já haviam decidido adotar o exame como fase única ou primeira fase do processo seletivo. As federais têm até amanhã para dizer ao governo federal se (e como) usarão o Enem. A prova, em outubro, terá uma redação e 200 testes, de quatro grandes áreas: línguas, matemática, ciências da natureza e ciências humanas. "O conteúdo não foge do tradicional", disse Sílvio Freire, orientador do 3º ano do Colégio Santa Maria. Em relação aos vestibulares convencionais, a mudança, disse ele, será a ênfase em "questões mais cotidianas, mais próximas do aluno". A ideia é enfatizar temas como segurança pública, violência, gravidez na adolescência, cidadania e mudanças climáticas. O conteúdo, divulgado na quinta, está no site do ministério (www.educacao.gov.br). Nas questões, podem ser abordados assuntos como políticas afirmativas (cotas raciais etc), esporte e história cultural da África -o último, embora obrigatório por lei, foi pouco implementado nas escolas. É exigido também que o aluno conheça linguagens artísticas (artes visuais, dança, música e teatro). Isso pode cair em questões que relacionem movimentos literários aos artísticos, que são mais amplos. Mas as novas temáticas devem representar pouco em relação ao conjunto do Enem, diz Nicolau Marmo, coordenador do Anglo. "O aluno com o conteúdo do ensino médio está 97% preparado." O cursinho dará reforço dois meses antes do exame para seus alunos. O mesmo ocorrerá no COC, com aulas específicas. Segundo Tadeu Terra, diretor editorial da rede, a intenção é mostrar aos alunos que a combinação do conteúdo atual com algum reforço é suficiente para levá-los a obter êxito no Enem. "As alterações foram pontuais." Vera Lúcia Antunes, coordenadora do cursinho e do colégio Objetivo, diz que a escola já aborda no ensino médio as habilidades exigidas no Enem.
29 de abr. de 2009
GRIPE SUÍNA
Tire suas dúvidas sobre a gripe suína
Surto da doença já matou dezenas de pessoas no México e chegou aos EUA e Europa.
Infectologistas em todo o mundo estão trabalhando para responder a casos de gripe suína no México, nos Estados Unidos e no Canadá, além de suspeitas em outros países. Entenda o que é a doença e quais seus riscos.
O que é a gripe suína?
É uma doença respiratória que atinge porcos causada pelo vírus influenza tipo A, que tem diversas variantes. Algumas das mais conhecidas são a H1N1, a H2N2 e a H3N2.
O atual surto, que teve início na América do Norte, é provocado por uma versão mutante do vírus H1N1 capaz de infectar humanos e se propagar de pessoa para pessoa.
Quão perigosa é a gripe suína?
Os sintomas da gripe suína em humanos parecem ser semelhantes aos produzidos por gripes comuns, sazonais.
Esses sintomas incluem febre, tosse, garganta inflamada, dores pelo corpo, sensação de frio e fadiga.
A maioria dos casos registradas até agora no mundo parece ser branda, mas no México foram registradas várias mortes.
Esta doença no México é um novo tipo de gripe suína?
A Organização Mundial de Saúde (OMS) confirmou que alguns dos casos registrados são formas não conhecidas da variedade H1N1do vírus Influenza A.
Ele é geneticamente diferente do vírus H1N1 que vem atacando humanos nos últimos anos e contém DNA associado aos vírus que causam as gripes aviária, suína e humana, incluindo elementos de viroses européias e asiáticas.
Os vírus da gripe têm a capacidade de trocar componentes genéticos uns com os outros, e parece provável que a nova versão do H1N1 resultou de uma mistura de diferentes versões do vírus, que podem normalmente afetar espécies diferentes no mesmo animal hospedeiro.
Os porcos normalmente oferecem uma condição boa para que esses vírus se misturem.
O quanto as pessoas devem se preocupar?
Quando um novo tipo de vírus da gripe aparece e adquire a capacidade de ser transmitido de pessoa para pessoa, é monitorado de perto para verificar seu potencial de gerar uma epidemia global, ou pandemia.
A Organização Mundial da Saúde advertiu que, considerados em conjunto, os casos no México e nos Estados Unidos podem gerar uma pandemia e afirma que a situação é séria.
Porém os especialistas dizem que ainda é muito cedo para avaliar completamente a situação.
Atualmente, eles dizem que o mundo está mais perto de uma pandemia do que em qualquer época após 1968.
Ninguém conhece todo o impacto potencial de uma pandemia, mas especialistas advertem que poderia custar milhões de vidas em todo o mundo.
A pandemia de gripe espanhola, iniciada em 1918 e também causada por um tipo de vírus H1N1, matou 50 milhões e infectou 40% da população mundial.
Mas o fato de que em todos os casos registrados nos Estados Unidos os sintomas eram leves pode ser encorajador.
Isso sugere que a gravidade do foco no México pode ser resultante de algum fator específico ligado à localização - possivelmente um segundo vírus não relacionado que circula na comunidade.
Outra hipótese é de que as pessoas infectadas no México podem ter buscado tratamento num estágio posterior da doença.
Também pode ser o caso de que a forma do vírus circulando no México seja ligeiramente diferente da registrada em outros lugares, mas isso só poderá ser confirmado por análises de laboratório.
Também há a esperança de que, como os seres humanos são normalmente expostos a formas do H1N1 por meio de gripes sazonais, nossos sistemas imunológicos já estão preparados para combater a infecção.
Porém o fato de que muitas das vítimas serem jovens aponta para algo incomum. As gripes sazonais normais tendem a afetar mais os idosos ou os bebês.
O vírus pode ser contido?
O vírus parece já ter começado a se espalhar pelo mundo, e muitos especialistas acreditam que a sua contenção, numa era de viagens aéreas fáceis, deverá ser muito difícil.
A gripe suína pode ser tratada?
As autoridades americanas dizem que duas drogas geralmente usadas para tratar casos de gripe, Tamiflu e Relenza, se mostraram úteis no tratamento de casos que aconteceram até agora.
Porém esses remédios devem ser ministrados nos estágios iniciais da doença para terem efeito.
O uso desses medicamentos também torna mais difícil que pessoas infectadas passem o vírus para outros.
Ainda não está claro que efeito as atuais vacinas podem ter para oferecer proteção contra o novo tipo do vírus, já que ele é geneticamente diferente de outros tipos.
Uma vacina foi desenvolvida em 1976 para proteger os seres humanos de um tipo de gripe suína.
Porém a vacina provocou efeitos colaterais graves, com mais mortes por causa da vacina do que por causa do foco de gripe.
O que eu devo fazer para me proteger?
Qualquer pessoa com sintomas de gripe e que podem ter tido contato com o vírus da gripe suína, como aqueles que moram em áreas afetadas do México ou viajaram para o país, devem procurar ajuda médica.
Mas os pacientes não devem ir a clínicas médicas, para evitar transmitir a doença para outras pessoas. Em vez disso, elas devem ficar em casa e contactar seus serviços de saúde para receber recomendações.
Nesta segunda-feira, a União Européia recomendou aos seus cidadãos que evitem viajar às áreas afetadas pela doença.
Que medidas posso tomar para evitar a infecção?
Evite contato com pessoas que parecem não estar bem e que tenham febre e tosse.
Medidas comuns para se evitar infecções e de higiene manual podem ajudar a reduzir a transmissão de viroses, incluindo a gripe suína em humanos.
Estas medidas podem ser simples como cobrir a boca e o nariz quando tossindo ou espirrando, usar um lenço de papel quando possível e jogando-o fora logo após o uso.
É importante também lavar as mãos frequentemente com água e sabão para evitar que o vírus se propague de suas mãos para a face ou para outra pessoa. Outra providência é limpar a maçaneta de portas com frequência, usando produtos normais de limpeza.
Ao cuidar de uma pessoa gripada, o uso de máscara cobrindo o nariz e a boca diminui o risco de transmissão.
É seguro comer carne de porco?
Sim, não há evidência de que a gripe suína pode ser transmitida ao se comer carne de animais infectados.
Mas é essencial que a carne tenha sido cozida direito. Uma temperatura acima de 70 C mataria o vírus.
E a gripe aviária?
O tipo de vírus da gripe aviária responsável pela morte de algumas centenas de pessoas no sul da Ásia nos últimos anos é diferente do da gripe suína.
O vírus da atual gripe suína é o H1N1 e o da gripe aviária é oH5N1.Especialistas temem que o H5N1 tem o potencial de gerar uma pandemia por causa de sua capacidade de mutação rápida.
Mas até agora, ela permanece de forma geral uma doença de pássaros.
Os humanos infectados, sem excessão, trabalhavam em contato próximo com pássaros e casos de transmissão entre humanos são extremamente raros. Não há indícios de que o H5N1 tem a habilidade de ser transmitido facilmente de uma pessoa à outra.
FONTE: BBC Brasil - http://noticias.br.msn.com/especial/gripe-suina.aspx?cp-documentid=19420782
14 de abr. de 2009
Mudanças no vestibular
16 respostas sobre o novo exame
Como funcionará o novo sistema de seleção proposto pelo Ministério da Educação (MEC) – e que começa a ser adotado por algumas universidades federais e particulares ainda neste ano
1. O que cairá no novo Enem?
Serão 200 questões de múltipla escolha divididas em quatro áreas do conhecimento (ciências naturais e humanas, linguagens e matemática), além de uma redação. O exame abrangerá menos assuntos do que o vestibular, mas falta o MEC dizer o que vai ficar de fora.
2. O que deve estudar alguém que vai tentar o ingresso, nos próximos meses, numa universidade que aderir ao modelo?
Na ausência de uma definição mais específica sobre o que será exigido na nova prova e quais as instituições que vão adotá-la, o ideal é preparar-se tanto para o vestibular quanto para o atual Enem (cujos simulados podem ser encontrados no site do MEC). A velha versão do exame testa apenas habilidades mais gerais, como a capacidade de interpretar textos e de solucionar problemas da vida real, e muito pouco conteúdo específico. Do antigo Enem, a nova prova manterá a contextualização das questões – mas elas passarão a ser 100% calcadas nas disciplinas do ensino médio.
3. Os cursinhos vão preparar os alunos para o novo Enem ainda neste ano?
Sim. Quatro das maiores redes do país afirmaram a VEJA que vão fazer adaptações nas aulas e no material didático de modo a treinar os alunos para o novo exame.
4. O Enem passará a ser o único critério para a seleção nas universidades que o adotarem?
A decisão caberá a cada instituição. O MEC propõe dois modelos. No primeiro, as universidades podem usar o resultado da prova como preferirem, inclusive fazendo uma segunda fase própria. A outra opção é aderir ao Sistema de Seleção Unificado. Neste caso, é necessário que o Enem seja a única etapa do processo seletivo. As vagas ficam disponíveis em um sistema eletrônico de inscrição, válido para todo o país.
5. É possível usar o mesmo Enem para se candidatar a uma vaga em diferentes universidades?
Sim. Este é exatamente o propósito da prova nacional. No entanto, nos casos em que a universidade aderir ao Sistema Unificado haverá um limite de até cinco opções por candidato, que devem ser colocadas em ordem de preferência. As vagas de um curso serão oferecidas antes àqueles estudantes que o tiverem escolhido como primeira opção.
6. Como saber se a nota obtida no exame será suficiente para o ingresso num curso?
Esta é uma das principais mudanças do sistema proposto pelo MEC: o aluno receberá sua nota antes de se inscrever nos concursos das faculdades e poderá, ainda, consultar as médias dos demais candidatos à vaga que ele deseja. Isso será feito por meio do sistema on-line de inscrições, onde tais informações estarão abertas a consulta. Assim, o candidato passa a ter uma visão muito realista de suas chances no processo seletivo.
7. Pessoas que se formaram na escola há mais tempo podem fazer o novo Enem?
Sim. Qualquer pessoa com diploma de conclusão do ensino médio pode se inscrever – não importa a idade.
8. Quando será divulgada a lista das universidades federais que vão adotar o novo sistema em 2009?
O prazo-limite é até o fim de abril, uma vez que, caso optem pelo vestibular tradicional, as instituições precisam ter tempo hábil para formular as provas e organizar o concurso. VEJA ouviu 51 dos 55 reitores de universidades federais. Destes, 25 são favoráveis à mudança neste ano, mas falta submeter a questão aos respectivos conselhos.
9. Faculdades estaduais e particulares também podem aderir?
Sim. Na semana passada, o ministro Fernando Haddad se encontrou com dirigentes de instituições estaduais e particulares justamente para tentar atraí-las. Mais de 500 particulares já avisaram que vão aderir. A USP e a Unicamp, que têm os dois maiores vestibulares do país, vão ficar de fora, pelo menos em 2009.
10. Uma nota ruim no Enem pesará contra o estudante?
Não. É do aluno a decisão de apresentar o resultado às universidades – ou simplesmente ignorá-lo e fazer uma nova prova. Não há limite de vezes para tentar o Enem.
11. Qual será a periodicidade do Enem?
Neste ano, haverá só um, nos dias 3 e 4 de outubro. Em 2010, o MEC pretende aplicar pelo menos dois. A meta é chegar a sete por ano, como o SAT, modelo americano no qual se inspira o novo Enem.
12. Se o aluno quiser tentar a transferência de curso ou de faculdade terá de fazer o Enem?
Não necessariamente. Hoje, cada universidade tem um sistema próprio para selecionar os alunos que pedem transferência. Algumas avaliam o boletim da faculdade, outras aplicam um teste. Se quiserem, poderão também considerar a nota no novo Enem. Nesse caso, quem não tiver realizado o exame precisará fazê-lo.
13. Por quanto tempo a nota da prova será válida?
O MEC ainda não bateu o martelo, mas a tendência é que feche o prazo em três anos. Nesse período, o aluno pode apresentar a mesma nota às universidades. Como o Enem é um exame padronizado, ao contrário do vestibular, estatisticamente é possível, sim, comparar as médias de alunos que realizaram provas em anos diferentes.
14. Quem vai elaborar e corrigir as provas?
O Inep, órgão ligado ao MEC que já cuida de outras avaliações oficiais, como o próprio Enem. Uma comissão de especialistas ajudará a estabelecer o conteú-do do exame. Uma empresa especializada em aplicação de provas, que será definida por licitação, ficará encarregada da logística do concurso.
15. Se o candidato fizer o Enem durante o ensino médio, ele poderá guardar a nota para quando se formar?
Não. A nota só será válida para aqueles estudantes que já completaram o ensino médio.
16. Haverá alguma mudança nas universidades que já adotam cotas?
Não muda nada. Cotistas e não cotistas terão de fazer a mesma prova.
8 de mar. de 2009
Oi Gurizada!!!! Texto Origem da vida
“.... I. CONSIDERAÇÕES INICIAIS: NOVAS DESCOBERTAS, DE SERES VIVOS, ALTERAM A MANEIRA DE VER A ORIGEM DA VIDA.
I.1. Os mais antigos seres fossilizados conhecidos eram os estromatólitos - estruturas calcárias resultantes da atividade de cianobactérias - com 3,46 bilhões de anos. Esses procariontes – organismos unicelulares simples, células sem carioteca - vão, ao longo da maior parte da história da Terra, ser os seus únicos habitantes, dos quais são conhecidas diferentes espécies. Aliás, ainda hoje, são os mais abundantes habitantes do planeta. Análises genéticas têm demonstrado, entretanto, que o grupo das “arqueobactérias” (domínio Archaea) surgiu em primeiro lugar, surgindo algum tempo antes das “cianobactérias”.
Estromatólito é uma palavra grega composta por “stromatos” (capa) e ”lythos” (pedra). Como seu próprio nome indica são rochas laminadas (A), com origem microbiana. Os microorganismos segregam uma mucilagem (uma gelatina pegajosa) composta principalmente por carboidratos (B) que aglomera as células formando tapetes microbianos (C). Os microorganismos são geralmente procariontes (eubactérias ou arqueobactérias) filamentosos e fotoautótrofos. Fonte: host04.ipowerweb.com/.../ estromatólitos.gif
Descobertas dos últimos tempos mostram que muitas bactérias, nas origens dos dois grandes domínios da vida - Bacteria e Archaea – estão adaptadas aos mais variados limites de pressão e temperatura, salinidade, radiação muito energética, ausência de Sol, e ambientes onde outrora não se imaginava a vida possível. A descoberta destes estremófilos, como são designados, é uma das maiores promessas para biologia. Noutros locais do universo, em planetas e em exóticos lugares os estremófilos podem estar muito bem representados.
I.2. A vida é um sistema químico auto-sustentado capaz de uma evolução darwiniana, por mutação aleatória, concorda a maioria dos cientistas.
Nas últimas décadas, seres extremamente simples foram achados em reentrâncias de rochas, em pequenas bolhas de água quente cinco vezes mais salgada que a do mar e em poças de ácidos e metais pesados, inclusive com radiações. E os testes realizados não deixam dúvidas: eles apareceram há pelo menos 4 bilhões de anos, um tempo mais remoto do que o imaginado antes para a origem da vida no planeta.
Segundo uma nova teoria formulada pelos pesquisadores William Martin, da Universidade Heinrich-Heine, de Düsseldorf, na Alemanha, e Michael Russel, do Centro de Estudos Ambientais de Glasgow, na Escócia, os seres vivos tiveram o seu ponto de partida em “sistemas inorgânicos” configurados como pequenos compartimentos de rochas com ferro e sulfeto (sal que contém enxofre e sem oxigênio), o que vira de cabeça para baixo boa parte das teorias em uso. Até aqui, acreditava-se, que a vida teria se iniciado de reações químicas precipitadas pelo calor do sol e por tempestades elétricas na atmosfera primitiva, ainda pobre em oxigênio.
O processo teria produzido moléculas simples - principalmente aminoácidos - que constituíram a “sopa primordial” dos oceanos e lagos onde, mais tarde, seriam sintetizadas as proteínas, gorduras e carboidratos dos primeiros seres unicelulares. As moléculas orgânicas, portanto, teriam precedido a formação celular. Mas a teoria de Martin e Russel inverte essa ordem,considerando que “células inorgânicas” antecederam as moléculas orgânicas e incubaram a vida, como sugere os sistemas de ferro e sulfeto. Os cientistas agora se esforçam para recriar essas condições em laboratório. O mais provável é que os seres vivos tenham surgido espontaneamente sobre o planeta, por meio da evolução química de substâncias inanimadas, como sugere a viagem retrospectiva proporcionada pelos Archaea.
A existência dessas criaturas microscópicas foi confirmada, na década passada, durante prospecções realizadas em rochas vulcânicas do estado de Idaho, nos Estados Unidos, e em minas da África do Sul, a mais de 2 400 metros de profundidade.
Os Archaea compõem um reino biológico próprio, diferente dos das bactérias, classificadas como seres procariontes organismos formados por uma única célula, sem membrana nuclear e das demais formas vivas, incluindo os fungos, as plantas e humanos, classificadas como eucariontes (formados por uma ou muitas células providas de membrana nuclear). Eles se alimentam de hidrogênio, compostos sulfúricos, manganês e outros metais pesados e dispensam totalmente a fotossíntese e a luz solar como fonte de energia. Sua descoberta abalou antigas hipóteses, entre as quais a suposição de Charles Darwin e outros pesquisadores de que o ponto de partida da vida se deu na superfície de mares e lagos ricos em nutrientes. A idéia de que a vida brota da matéria inanimada não é exatamente uma novidade. A diferença é que a nova concepção de geração espontânea por evolução parte de um raciocínio bem diverso das fantasias que sustentaram, por mais de 2 200 anos, uma tosca teoria sobre a origem dos seres vivos. De Aristóteles, na Grécia antiga, até a primeira metade do século XIX, imaginou-se que animais complexos, como moscas, sapos e ratos, podiam ser gerados no meio do lixo, da matéria orgânica em decomposição e da lama.
No século XVII, o naturalista belga Jan Baptiste van Helmont chegou mesmo a difundir na Europa uma receita para a produção de ratos e escorpiões a partir de uma camisa suada, germe de trigo e queijo. A idéia começou a ruir quando, na mesma época, o italiano Francisco Redi demonstrou em uma experiência simples que larvas de moscas só surgiam em carne podre quando esta ficava exposta a moscas adultas, que ali depositavam seus ovos. A carne, acomodada em frascos tampados com gaze jamais geravam larvas, que neste caso apareciam sobre a gaze, onde moscas adultas tinham pousado. Os estudos do químico francês Louis Pasteur sobre bactérias, que deram início à microbiologia, sepultaram a velha crença por volta de 1860.
I.3. A moderna teoria da geração espontânea começou com algumas pistas levantadas ainda no século XIX, quando algumas substâncias orgânicas, como a uréia, foram sintetizadas pela primeira vez em laboratório. Então, logo surgiu a pergunta óbvia: e se pudéssemos reproduzir as condições ambientais da Terra primitiva, não seria possível fabricar moléculas orgânicas complexas, como o fez a natureza?
A constatação de que todos os seres vivos possuem os mesmos blocos construtores - açúcares simples, gorduras, 20 tipos de aminoácidos, quatro nucleotídeos de DNA e quatro de RNA – atiçou definitivamente essa idéia, fundamental na hipótese apresentada pelo bioquímico russo Aleksandr Oparin no livro A Origem da Vida, em 1936.
De acordo com Oparin, aminoácidos e outros compostos foram produzidos numa atmosfera composta de amônia, metano, hidrogênio e vapor d´água, em reações catalisadas por radiações ultravioletas e descargas elétricas das tempestades. Tais moléculas, inicialmente precipitadas sobre rochas ardentes, foram depois arrastadas pela chuva para os mares, onde o choque contínuo entre elas deu origem a moléculas maiores (os coacervados) que, por sua vez, em algum momento do processo teriam alcançado a organização necessária para replicar-se. As primeiras moléculas não se dissolveram na água porque, com raríssimas exceções, as moléculas de vida formam colóides, substâncias de lenta dissolução e dispersão devido a um fenômeno de natureza elétrica. Parte da teoria de Oparin foi testada em laboratório, em 1953. Na época, o químico americano Stanley Miller, então estudante na Universidade de Chicago, recriou a provável atmosfera primitiva e, após bombardear a mistura de gases durante uma semana com fortes descargas elétricas, conseguiu produzir aminoácidos. Experiências seguintes testaram também os efeitos do calor e dos raios ultravioletas, mas a sucessão de descobertas e teorias das últimas décadas mostraram que a atmosfera original não era exatamente igual à imaginada por Oparin (não havia nela amônia nem metano) e a conjetura voltou ao saco das versões, apesar de seu peso considerável.
Idéias recentes realçam a importância do barro - um elemento presente no relato mitológico da criação, na Bíblia - na consolidação da vida na Terra. A argila seria a chave do mistério de como compostos orgânicos simples saltaram para a condição de material genético auto-replicante, afirma o químico Graham Cairns-Smith, da Universidade de Glasgow. Na verdade, segundo Cairns-Smith, o barro teria sido a primeira substância
genética, que ele chama de cristal-gene. Como se sabe, cristais, inclusive os de barro, são auto-replicantes. E se a auto-replicação é um traço fundamental dos seres vivos, então dá para admitir que a vida pode ter recebido um empurrãozinho daquelas substâncias inorgânicas para obter suas primeiras cópias. Alguns biólogos acham que a argila foi o meio onde se formaram moléculas de RNA (o ácido ribonucléico, que transcreve e traduz a informação genética), durante reações que permitiram o aparecimento de ligações simples entre aminoácidos. Suspeita-se que o RNA foi a primeira partícula informacional, anterior ao DNA (ácido desoxirribonucléico), por ser ele dotado de uma importante atividade catalítica: é possível obter-se fitas de RNA idêntico a partir de um molde de RNA e de nucleotídeos. Os genes nus dos primórdios da vida teriam depois se fixado em estruturas maiores, como os coacervados de Oparin.
A química do planeta forçou a vida a evoluir ao longo de uma progressão previsível, afirmam agora os cientistas Robert Williams, da Universidade Oxford, na Inglaterra, e João José Fraústo da Silva, da Universidade Técnica de Lisboa. As reações redutivas levaram as células primitivas a extrair hidrogênio da água, liberando o oxigênio e tornando o ambiente mais oxidante, enquanto a amônia se transformava em nitrogênio e metais eram liberados de seus sulfitos. Com isso, tais células se adaptaram ao uso de elementos oxidados e evoluíram para acumular energia por meio da fixação do nitrogênio, com o uso do oxigênio, desenvolvendo, enfim, a capacidade de fotossíntese.
Foi a reação da vida ao ambiente oxidado que conduziu o processo de formação de animais e plantas superiores, dizem Williams e Silva. O peróxido de hidrogênio, por exemplo, levou ao surgimento da lignina - substância rica em oxigênio que é o principal constituinte da madeira - e o cobre oxidado dos sulfitos de cobre foi usado pelas células para gerar ligações entre proteínas como o colágeno e a actina, que contribuem para manter os nervos e as células dos músculos em seus lugares. “O acaso pode até conduzir o desenvolvimento das espécies, mas não conduz a evolução em geral”, diz Williams. “O que a vida joga fora se torna a coisa que força o passo seguinte em seu desenvolvimento”.
Quem faz pesquisa de ponta, seja na microbiologia ou na física, não esconde a surpresa diante da precisão matemática dos processos e das convergências que contribuíram para o aparecimento da vida na Terra e, ao que tudo indica, no universo. Pergunte-se ao físico e astrônomo inglês Martin Rees, um dos defensores da tese do multiverso, segundo a qual o nosso é apenas um em uma série incalculável de universos existentes em diferentes dimensões de espaço e tempo. “
Fonte : www.marcobueno.com.br
16 de mar. de 2008
Ecossistemas Dependentes
ECOSSISTEMAS DEPENDENTES
As zonas afóticas, destituídas de luz, como as zonas abissais dos mares, abrigam uma variedade relativamente grande de seres vivos, no entanto, essas regiões não são dotadas de seres produtores fotossintetizantes. Desconsiderando a atividade de produtores quimiossintetizantes, a existência de vida nas zonas afóticas deve-se à presença de cadeias alimentares iniciadas por animais detritívoros.
Os detritos orgânicos existentes nessas regiões são oriundos das partes iluminadas superficiais. Por isso, as zonas afóticas podem ser consideradas ecossistemas dependentes.
Sabendo que a energia química contida nos detritos orgânicos vindos das zonas iluminadas superficiais foi produzida à custa de energia luminosa, por meio da fotossíntese, pode-se concluir que mesmo os sares dessas regiões escuras são metabolicamente mantidos por esse tipo de energia.
Em muitas cavernas escuras, os morcegos atuam como elementos mantenedores de vida. Esses animais, em última análise, constituem o elo entre o mundo aluminado e o mundo escuro das cavernas, trazendo para esses ambientes a energia química que adquiriram ao se alimentar de insetos ou de frutas quando voam durante a noite à cata de alimento. As fezes desses animais, ricas em nutrientes, tornam-se a principal fonte de alimento para a comunidade que habita a caverna: grilos, moscas, besouros e mariposas, entre outros seres. Tais animais, alimentando-se diretamente dos excrementos do morcego, servem, por sua vez, de alimento para seres como aranhas e centopéias. Assim, esses seres das cavernas escuras são também dependentes da energia solar.
As cidades, assim como as zonas afóticas, são também consideradas ecossitemas dependentes, uma vez que a maior parte da energia biológica que garante sua manutenção é oriunda de outras áreas, as zonas rurais. Como conisderra Eugene P. Odum, no livro Ecologia (Rio de Janeiro, guanabara Koogan, 1988), as cidades são ecossistemas dependentes de grandes áreas externas para a obtenção de alimento, fibras, metais, água e outros materiais para a sustentação da vida e das atividades nelas processadas.
Fonte: Paulino Roberto Wilson. Biologia 3. Editora Àtica, 15ª edição. 2008