9 de set. de 2016
22 de abr. de 2016
21 de abr. de 2016
14 de abr. de 2016
6 de abr. de 2016
1 de abr. de 2016
27 de fev. de 2016
23 de fev. de 2016
22 de out. de 2015
14 de mai. de 2015
17 de set. de 2014
13 de ago. de 2014
10 de jun. de 2014
2 de ago. de 2013
13 de mar. de 2013
Por que não devemos chamar a Orca de Baleia
Olá pessoal recebi esse esclarecimento e achei interessante compartilhar com vocês. Boa leitura
Artigo de Esclarecimento
Por que não devemos chamar a Orca de Baleia
Por Marcelo Szpilman*
Quando escuto alguns termos sendo usados de forma errada sinto um comichão para aclará-los, como já ocorreu com a típica confusão entre peçonha e veneno. Depois de ver muita gente embaralhando os nomes dos cetáceos, e chamando a orca de baleia, me senti, mais uma vez, compelido a esclarecer a questão. Se você é um dos que patina nesse tema, preste atenção.
A ordem dos cetáceos (da classe dos mamíferos) é dividida em dois grandes grupos: o grupo dos cetáceos com dentes (Odontocetos) e o grupo dos cetáceos sem dentes (Mysticetos).
No grupo dos cetáceos com dentes, temos, por exemplo, a orca, os golfinhos e botos, o cachalote, o narval e a beluga. Por se alimentarem de peixes, lulas e até mamíferos marinhos (no caso da orca), as espécies desse grupo precisam dos dentes para segurar essas presas, que encontram através da ecolocalização.
No grupo dos cetáceos sem dentes é que estão as baleias. Elas não têm dentes, mas possuem as famosas barbatanas (cerdas bucais) que peneiram e retêm o alimento engolido (zooplâncton e pequenos peixes e crustáceos) em grandes goladas de água na superfície.
Da mesma forma que seria muito estranho, e errado, chamar o golfinho de baleia, aprenda que orca é orca, cachalote é cachalote, beluga é beluga e baleia é baleia.
Mais uma dica: a forma correta de se ler o termo habitat é “habitá” com “t” mudo, e não “habitati”.
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Instituto Ecológico Aqualung
2 de jun. de 2011
31 de mai. de 2011
15 de mar. de 2011
Exercícios genética - Sistema ABO
EXERCÍCIOS DE APOIO
Nome:_______________________________________ Profª Magali Feldmann Piovezan
1. Com base no heredograma abaixo,
6. Um homem sofreu um grave acidente na BR-364 quando viajava de Cuiabá/MT para Porto Velho/RO. Ao ser hospitalizado, necessitou de transfusão sangüínea. Admita que o hospital, naquele momento, dispunha somente dos seguintes grupos sanguíneos: A Rh positivo, A Rh negativo, B Rh negativo e O Rh negativo e que o homem pertencia ao grupo B Rh positivo. Dos grupos sangüíneos disponíveis, quais o acidentado poderia receber?
7 Um homem doador universal casa-se com uma mulher do grupo sangüíneo B, cuja mãe é do grupo sangüíneo O. Marque a alternativa correspondente aos prováveis grupos sangüíneos dos filhos do casal.a) Grupo B ou ABb) Grupo B ou Oc) Grupo AB ou Od) Apenas grupo Be) Apenas grupo O
10. Um homem do grupo sangüíneo O é acusado por uma antiga namorada de ser o pai de seu filho. Essa namorada tem um pai de grupo sangüíneo A, e sua mãe e seu irmão são do grupo O. O filho em questão é do grupo sangüíneo B. As chances de a namorada ser do grupo sangüíneo A e de o homem ser pai da criança são, respectivamente, de(A) 25% e 0%.
Nome:_______________________________________ Profª Magali Feldmann Piovezan
1. Com base no heredograma abaixo,

a) Qual a probabilidade de o casal formado por 5 e 6 ter duas crianças com sangue AB Rh+
2. Na genealogia a seguir aparecem os grupos sanguíneos do sistema ABO. Qual é a probabilidade de 6 ser heterozigoto

2. Na genealogia a seguir aparecem os grupos sanguíneos do sistema ABO. Qual é a probabilidade de 6 ser heterozigoto

3. Duas mulheres disputam a maternidade de uma criança que , ao nascer, apresentou doença hemolítica ou eritroblastose fetal. O sangue das duas mulheres foi testado com o uso do soro anti-Rh e os resultados são representados na figura abaixo.

.

.
Quals das mulheres poderia ser a verdadeira mãe daquela criança? Justifique?
4. Em ação de paternidade, um homem de renome internacional responde por alegação de ser pai de uma menina, fato que ele não admite. Exames de sangue solicitados pelo juiz revelaram que a mãe era do grupo A, a menina do grupo B e o acusado do grupo O. Com base nesses dados, é correto afirmar
4. Em ação de paternidade, um homem de renome internacional responde por alegação de ser pai de uma menina, fato que ele não admite. Exames de sangue solicitados pelo juiz revelaram que a mãe era do grupo A, a menina do grupo B e o acusado do grupo O. Com base nesses dados, é correto afirmar
A) A criança não é filha do acusado de sangue O.
B) Para uma decisão conclusiva, o juiz precisa ser informado dos grupos sangüíneos dos avôs e das avós da menina.
C) A combinação de grupos sangüíneos apresentada não oferece ao juiz possibilidade de chegar a qualquer conclusão.
D) A menina é filha de um homem de sangue A.
E) Com a combinação de grupos sangüíneos apresentada, o juiz só poderia chegar a uma conclusão se a criança fosse menino.
5. A eritroblastose fetal é uma doença que pode ocorrer em fetos com fator Rh+ e a mãe com fator Rh– . Essa doença surge quando
5. A eritroblastose fetal é uma doença que pode ocorrer em fetos com fator Rh+ e a mãe com fator Rh– . Essa doença surge quando
a) o pai possui fator Rh+ em homozigose recessiva.
b) a mãe possui o fator Rh– em homozigose dominante.
c) a mãe possui o fator Rh– em homozigose recessiva e o pai possui o fator Rh+ em heterozigose ou homozigose
d) o pai possui o fator Rh– em homozigose recessiva e a mãe pode possuir o fator Rh– em heterozigose.
e) ambos possuem o fator Rh– em homozigose recessiva.
e) ambos possuem o fator Rh– em homozigose recessiva.
6. Um homem sofreu um grave acidente na BR-364 quando viajava de Cuiabá/MT para Porto Velho/RO. Ao ser hospitalizado, necessitou de transfusão sangüínea. Admita que o hospital, naquele momento, dispunha somente dos seguintes grupos sanguíneos: A Rh positivo, A Rh negativo, B Rh negativo e O Rh negativo e que o homem pertencia ao grupo B Rh positivo. Dos grupos sangüíneos disponíveis, quais o acidentado poderia receber?
A) A Rh positivo e B Rh negativo
B) B Rh negativo e O Rh negativo
C) O Rh negativo e A Rh negativo
D) B Rh negativo e A Rh negativo
E) A Rh positivo, B Rh negativo e O Rh negativo
7 Um homem doador universal casa-se com uma mulher do grupo sangüíneo B, cuja mãe é do grupo sangüíneo O. Marque a alternativa correspondente aos prováveis grupos sangüíneos dos filhos do casal.a) Grupo B ou ABb) Grupo B ou Oc) Grupo AB ou Od) Apenas grupo Be) Apenas grupo O
10. Um homem do grupo sangüíneo O é acusado por uma antiga namorada de ser o pai de seu filho. Essa namorada tem um pai de grupo sangüíneo A, e sua mãe e seu irmão são do grupo O. O filho em questão é do grupo sangüíneo B. As chances de a namorada ser do grupo sangüíneo A e de o homem ser pai da criança são, respectivamente, de(A) 25% e 0%.
(B) 25% e 25%.
(C) 25% e 50%.
(D) 50% e 0%.
(E) 50% e 25%
7 de nov. de 2010
Terceirãooooo....leitura e comentário....
O eucalipto: a polêmica e o contraditório.
A polêmica.
A polêmica sobre a eucaliptocultura sempre foi acirrada e há os que atribuem a ela a destruição das matas nativas, o empobrecimento do solo, o esgotamento da água e redução da biodiversidade animal e vegetal; os plantios são monoculturas extensas, caracterizadas por apresentar baixa diversidade ecológica, resultando em instabilidade ou vulnerabilidade a mudanças climáticas ou ataque de doenças e pragas e além disso, reduzem as oportunidades de trabalho na região onde são plantadas, aumentando o êxodo rural. A simplicidade biológica própria da monocultura quando comparada à diversidade e riqueza de uma floresta nativa é flagrante. Isso sugere que a substituição de florestas nativas por plantações a título de reflorestamento seja um contrasenso, em termos ambientais, sociais e até econômicos, em face dos diversos bens materiais e imateriais (paisagem, fármacos, fitoterápicos, potencial genético, contato com a natureza, lazer) fornecidos pelas matas naturais. Os empregos gerados são considerados, em grande parte, de baixa qualidade e, na maioria das vezes, de caráter temporário, com baixos salários, más condições de alojamento e má alimentação, destacando-se pelo descumprimento da legislação trabalhista. Os trabalhadores envolvidos na produção da madeira atuam em atividades tais como limpeza e preparo do terreno para o plantio, preparo das mudas nos viveiros, plantio, combate a formigas, capina braçal, corte com motosserra, arraste, empilhamento e transporte de madeira, carregamento de caminhões, replantio, manutenção das áreas de plantio. São subdivididos em três grupos distintos de trabalhadores: trabalhadores da produção da madeira, trabalhadores da produção de carvão vegetal (carvoeiros) e mulheres trabalhadoras.O principal temor atual dos ecologistas e ambientalistas gaúchos é com a possibilidade de ocorrer no Rio Grande do Sul o que aconteceu no Espírito Santo, Uruguai e também no Sul do Chile. Nestes lugares, segundo os ambientalistas, os chamados “desertos verdes” reduziram a água disponível, extinguiram espécies e também empregos, pois as atividades foram todas mecanizadas. No Uruguai, dois projetos, de duas fábricas de celulose já aprovadas, uma da escandinava BOTNIA, a qual já adquiriu 100 mil hectares de terra, e outra da espanhola ENCE, que já adquiriu 85 mil hectares de terra, com investimentos previstos de US$ 2 bilhões, enfrentam forte resistência dos ecologistas e setores populares. No Uruguai, já são 700 mil hectares de árvores plantadas e no Sul do Chile 2 milhões de hectares. O Governo argentino questionou o investimento da finlandesa Botnia e da espanhola Ence na cidade uruguaia de Fray Bentos, reclamando da contaminação dos efluentes tóxicos que seriam jogados no rio Uruguai. Apesar de múltiplas promessas de modernização das fábricas, em termos de controle e tecnologias ambientais, as plantas que estão sendo propostas para instalação em Fray Bentos são as mesmas que, em toda parte do mundo, recebem questionamentos sobre seus impactos ambientais e são cada vez mais acuadas por legislações que impõem limites à contaminação. Conforme o Greenpeace da Argentina, um dos principais problemas das plantas de ceulose e papel é o despejo de organoclorados nos rios e demais cursos d água. São compostos que afetam a vida aquática e se armazenam nos tecidos adiposos (gorduras) dos organismos, tendo efeito biocumulativo ao longo da cadeia alimentar. Em seres humanos, causam transtornos no sistema imunológico, nervoso e reprodutor. Entre os organoclorados identificados nos efluentes desse tipo de empresas, há numerosos compostos cancerígenos e mutagênicos. O Greenpeace assinala que as plantas de celulose que pretendem se instalar em Fray Bentos representan o dobro da capacidade de produção atual de pasta de papel que a Argentina possui, pulverizada entre uma dezena de empresas. Isto significa alta concentração de contaminantes em Gualeguaychú, daí a necessidade de, conforme a ONG, de o governo argentino manter-se firme e exigir que o Uruguai cumpra o Estatuto do Rio Uruguai, o qual trata de questões de preservação. O Greenpeace também advoga que os governos de ambos os países requeiram instalações modernas, para que as empresas que se instalarem na região sejam ambientalmente sustentáveis. O Greenpeace quer que as plantas adotem um plano de produção limpa, explorando florestas sustentáveis, operando com processos não tóxicos - com tecnologias livres de efluentes - e com o máximo de reciclagem de produtos de papel. Este plano inclui a eliminação do cloro de branqueamento, pois o branqueamento é uma das partes mais prejudiciais do processo de produção do papel. A pasta pode ser branqueada com métodos que não empregam cloro - Totalmente Livres de Cloro o, TCF. Para isto, utilizam-se branqueadores à base de oxigênio, como peróxido de hidrogênio (água oxigenada), ozônio e oxigênio gasoso. Esta tecnologia totalmente livre de cloro é comprovadamente eficiente e economicamente possível. Estender o processo de cozimento e realizar o processo de deslignificação com oxigênio. Este é um pré-requisito imprescindível para fazer com que o processo possa ser totalmente livre de cloro. Com isto, são reduzidas as quantidades de lignina que ingressam nas etapas de branqueamento. Os resíduos da deslignificação com oxigênio podem ser reciclados. Eliminar totalmente os efluentes das plantas de pasta e papel. A eliminação do cloro e de seus subprodutos altamente corrosivos permite às papeleiras operar em sistemas Totalmente Livres de Efluentes. Ao tratar e reciclar os efluentes dentro do processo, é possível reduzir a quantidade de água empregada e eliminar as descargas tóxicas. Aumentar a porcentagem de papel reciclado e o conteúdo de papel reciclado pós-consumo nos papéis à venda. Dispor de medidas para que todo o papel descartado pelos órgãos públicos nacionais seja reciclado. Que o papel de impressão e escrita comprado pelo governo contenha pelo menos 20% de fibras recicladas pós-consumo após dois anos de iniciado o plano. Reduzir a demanda de papel branco. O conflito foi parar no Tribunal Internacional de Haia, com vitória dos uruguaios. A decisão, anunciada em 13 de julho de 2006, foi tomada por 14 votos contra um, tendo os juízes rejeitado o argumento de que haveria o risco de danos ambientais "irreparáveis" na atual etapa da construção das fábricas (o único voto contrário foi de um juiz argentino). No despacho, a presidente do tribunal, Rosalyn Higgins, afirma que "não há indício de que a decisão de autorizar a construção das plantas implique uma ameaça iminente ao meio aquático do rio Uruguai ou aos interesses econômicos e sociais da população ribeirinha" (BBC Brasil/Folha Online, 14/07/2006). Fiel à letra da lei, a decisão determina que o Uruguai assumirá "o conjunto dos riscos", ao permitir que as construções sejam concluídas e, futuramente, poderão até mesmo ser "desmontadas", caso fiquem comprovados danos ambientais permanentes decorrentes das suas atividades. No entanto, a Ence acabou anunciando, no dia 21 de setembro, que irá procurar outro local. O Banco Mundial suspendeu o financiamento para a Ence e para a Botnia.Entre os danos ambientais denunciados estão a degradação do solo, que geralmente fica descoberto nos dois anos após a plantação e nos dois anos depois da colheita, a erosão e a compactação gerada pelo uso de máquinas pesadas. Outro grave impacto é escassez dos recursos hídricos em função do alto consumo de água necessário para as monoculturas. No Sul do Chile, dois milhões de hectares plantados também reduziram a disponibilidade de água para as comunidades. Sob esse aspecto, a eucaliptocultura provoca prejuízos ambientais.No Brasil, também já existe um movimento contra as monoculturas, trata-se da Rede Alerta contra o Deserto Verde, com sede em Vitória, no Espírito Santo. “As grandes empresas de celulose estão comprando áreas brasileira
Fonte: www.marcobueno.net
A polêmica.
A polêmica sobre a eucaliptocultura sempre foi acirrada e há os que atribuem a ela a destruição das matas nativas, o empobrecimento do solo, o esgotamento da água e redução da biodiversidade animal e vegetal; os plantios são monoculturas extensas, caracterizadas por apresentar baixa diversidade ecológica, resultando em instabilidade ou vulnerabilidade a mudanças climáticas ou ataque de doenças e pragas e além disso, reduzem as oportunidades de trabalho na região onde são plantadas, aumentando o êxodo rural. A simplicidade biológica própria da monocultura quando comparada à diversidade e riqueza de uma floresta nativa é flagrante. Isso sugere que a substituição de florestas nativas por plantações a título de reflorestamento seja um contrasenso, em termos ambientais, sociais e até econômicos, em face dos diversos bens materiais e imateriais (paisagem, fármacos, fitoterápicos, potencial genético, contato com a natureza, lazer) fornecidos pelas matas naturais. Os empregos gerados são considerados, em grande parte, de baixa qualidade e, na maioria das vezes, de caráter temporário, com baixos salários, más condições de alojamento e má alimentação, destacando-se pelo descumprimento da legislação trabalhista. Os trabalhadores envolvidos na produção da madeira atuam em atividades tais como limpeza e preparo do terreno para o plantio, preparo das mudas nos viveiros, plantio, combate a formigas, capina braçal, corte com motosserra, arraste, empilhamento e transporte de madeira, carregamento de caminhões, replantio, manutenção das áreas de plantio. São subdivididos em três grupos distintos de trabalhadores: trabalhadores da produção da madeira, trabalhadores da produção de carvão vegetal (carvoeiros) e mulheres trabalhadoras.O principal temor atual dos ecologistas e ambientalistas gaúchos é com a possibilidade de ocorrer no Rio Grande do Sul o que aconteceu no Espírito Santo, Uruguai e também no Sul do Chile. Nestes lugares, segundo os ambientalistas, os chamados “desertos verdes” reduziram a água disponível, extinguiram espécies e também empregos, pois as atividades foram todas mecanizadas. No Uruguai, dois projetos, de duas fábricas de celulose já aprovadas, uma da escandinava BOTNIA, a qual já adquiriu 100 mil hectares de terra, e outra da espanhola ENCE, que já adquiriu 85 mil hectares de terra, com investimentos previstos de US$ 2 bilhões, enfrentam forte resistência dos ecologistas e setores populares. No Uruguai, já são 700 mil hectares de árvores plantadas e no Sul do Chile 2 milhões de hectares. O Governo argentino questionou o investimento da finlandesa Botnia e da espanhola Ence na cidade uruguaia de Fray Bentos, reclamando da contaminação dos efluentes tóxicos que seriam jogados no rio Uruguai. Apesar de múltiplas promessas de modernização das fábricas, em termos de controle e tecnologias ambientais, as plantas que estão sendo propostas para instalação em Fray Bentos são as mesmas que, em toda parte do mundo, recebem questionamentos sobre seus impactos ambientais e são cada vez mais acuadas por legislações que impõem limites à contaminação. Conforme o Greenpeace da Argentina, um dos principais problemas das plantas de ceulose e papel é o despejo de organoclorados nos rios e demais cursos d água. São compostos que afetam a vida aquática e se armazenam nos tecidos adiposos (gorduras) dos organismos, tendo efeito biocumulativo ao longo da cadeia alimentar. Em seres humanos, causam transtornos no sistema imunológico, nervoso e reprodutor. Entre os organoclorados identificados nos efluentes desse tipo de empresas, há numerosos compostos cancerígenos e mutagênicos. O Greenpeace assinala que as plantas de celulose que pretendem se instalar em Fray Bentos representan o dobro da capacidade de produção atual de pasta de papel que a Argentina possui, pulverizada entre uma dezena de empresas. Isto significa alta concentração de contaminantes em Gualeguaychú, daí a necessidade de, conforme a ONG, de o governo argentino manter-se firme e exigir que o Uruguai cumpra o Estatuto do Rio Uruguai, o qual trata de questões de preservação. O Greenpeace também advoga que os governos de ambos os países requeiram instalações modernas, para que as empresas que se instalarem na região sejam ambientalmente sustentáveis. O Greenpeace quer que as plantas adotem um plano de produção limpa, explorando florestas sustentáveis, operando com processos não tóxicos - com tecnologias livres de efluentes - e com o máximo de reciclagem de produtos de papel. Este plano inclui a eliminação do cloro de branqueamento, pois o branqueamento é uma das partes mais prejudiciais do processo de produção do papel. A pasta pode ser branqueada com métodos que não empregam cloro - Totalmente Livres de Cloro o, TCF. Para isto, utilizam-se branqueadores à base de oxigênio, como peróxido de hidrogênio (água oxigenada), ozônio e oxigênio gasoso. Esta tecnologia totalmente livre de cloro é comprovadamente eficiente e economicamente possível. Estender o processo de cozimento e realizar o processo de deslignificação com oxigênio. Este é um pré-requisito imprescindível para fazer com que o processo possa ser totalmente livre de cloro. Com isto, são reduzidas as quantidades de lignina que ingressam nas etapas de branqueamento. Os resíduos da deslignificação com oxigênio podem ser reciclados. Eliminar totalmente os efluentes das plantas de pasta e papel. A eliminação do cloro e de seus subprodutos altamente corrosivos permite às papeleiras operar em sistemas Totalmente Livres de Efluentes. Ao tratar e reciclar os efluentes dentro do processo, é possível reduzir a quantidade de água empregada e eliminar as descargas tóxicas. Aumentar a porcentagem de papel reciclado e o conteúdo de papel reciclado pós-consumo nos papéis à venda. Dispor de medidas para que todo o papel descartado pelos órgãos públicos nacionais seja reciclado. Que o papel de impressão e escrita comprado pelo governo contenha pelo menos 20% de fibras recicladas pós-consumo após dois anos de iniciado o plano. Reduzir a demanda de papel branco. O conflito foi parar no Tribunal Internacional de Haia, com vitória dos uruguaios. A decisão, anunciada em 13 de julho de 2006, foi tomada por 14 votos contra um, tendo os juízes rejeitado o argumento de que haveria o risco de danos ambientais "irreparáveis" na atual etapa da construção das fábricas (o único voto contrário foi de um juiz argentino). No despacho, a presidente do tribunal, Rosalyn Higgins, afirma que "não há indício de que a decisão de autorizar a construção das plantas implique uma ameaça iminente ao meio aquático do rio Uruguai ou aos interesses econômicos e sociais da população ribeirinha" (BBC Brasil/Folha Online, 14/07/2006). Fiel à letra da lei, a decisão determina que o Uruguai assumirá "o conjunto dos riscos", ao permitir que as construções sejam concluídas e, futuramente, poderão até mesmo ser "desmontadas", caso fiquem comprovados danos ambientais permanentes decorrentes das suas atividades. No entanto, a Ence acabou anunciando, no dia 21 de setembro, que irá procurar outro local. O Banco Mundial suspendeu o financiamento para a Ence e para a Botnia.Entre os danos ambientais denunciados estão a degradação do solo, que geralmente fica descoberto nos dois anos após a plantação e nos dois anos depois da colheita, a erosão e a compactação gerada pelo uso de máquinas pesadas. Outro grave impacto é escassez dos recursos hídricos em função do alto consumo de água necessário para as monoculturas. No Sul do Chile, dois milhões de hectares plantados também reduziram a disponibilidade de água para as comunidades. Sob esse aspecto, a eucaliptocultura provoca prejuízos ambientais.No Brasil, também já existe um movimento contra as monoculturas, trata-se da Rede Alerta contra o Deserto Verde, com sede em Vitória, no Espírito Santo. “As grandes empresas de celulose estão comprando áreas brasileira
Fonte: www.marcobueno.net
15 de mai. de 2010
Engenharia Genética
Oi Gurizada do terceirãoooooooooo....Tarefa do trimestre....bjãoooooo
JÁ SE PODE ESCOLHER O SEXO DOS BEBÊS E SELECIONAR EMBRIÕES SEM DISTÚRBIOS GRAVES. DAQUI A ALGUM TEMPO SERÁ VIÁVEL ATÉ ALTERAR AS SUAS CARACTERÍSTICAS GENÉTICAS. PARA O BEM OU MAL, A HUMANIDADE ESTÁ SE TORNANDO CAPAZ DE DECIDIR COMO SERÃO OS NOVOS HABITANTES DO PLANETA.
Daqui para a frente a vontade de ter um menino ou uma menina não é mais um mero desejo. É uma ordem. Em setembro, a clínica americana Genetics & IVF Institute anunciou ter conseguido separar os espermatozóides com o cromossomo X - que geram garotas – dos que carregam o Y e fazem nascer rapazes. Uma fecundação artificial foi feita apenas com os espermatozóides X. Aí, dos quatorze casais que haviam pedido bebês do sexo feminino, treze conseguiram. Agora a Genetics promete, em alguns meses, tornar o método acessível a todo papai e toda mamãe ansiosos por burlar a seleção natural Inclusive famílias brasileiras. Embora a empresa não divulgue quanto vai cobrar pela satisfação paterna, sabe-se que, nos testes realizados, cada par de pais desembolsou 2.500 dólares. Isso é bom para a humanidade? “As novidades chegam tão depressa que não temos tempo de digeri-las”, disse à Super o biólogo americano Lee Silve, da Universidade de Princeton. Um dos mais respeitados microbiologistas do mundo, ele é autor de um livro importante sobre o assunto, Remaking Eden (algo como “refazendo o Éden”, ainda não traduzido para o português), no qual analisa como os novos conhecimentos da Biologia “poderão transformar a família americana”. Silver explica que a escolha do sexo é apenas o começo, pois, não demora muito, os médicos vão aprender a mexer diretamente nos genes dos embriões e, assim alterar os seus traços hereditários. Os pais vão poder decidir se querem que seus filhos nasçam mais resistentes a infecções, mais bonitos ou mais inteligentes. ”Esse tipo de manipulação genética estará disponível dentro de uns vinte anos”, avalia outro craque da microbiologia, o americano Gregory Stock, da Universidade da Califórnia. Nas próximas páginas você vai entender o que já está sendo feito o que vai ser possível fazer e os profundos dilemas éticos envolvidos nessas descobertas.
PARA ESCOLHER O SEXO, BASTA FILTRAR O SÊMEN.
Em 1993, a clínica americana Genetics & IVT Institute começou a recrutar casais que queriam escolher o sexo do bebê. Todos os inscritos estavam na faixa dos 30 anos e tinham interesse em ter uma menina. Dos catorze que fizeram o teste, só um não conseguiu o que queria, nascendo um garoto. Já se sábia, desde o início, que havia essa possibilidade de falha, pois a eficiência da técnica não é de 100% . A clínica americana chegou bem perto disso, com 92,9% de sucesso.
A margem de erro existe porque a separação dos espermatozóides depende de uma diferença muito sutil entre eles: dentro dos que carregam o cromossomo X, há 2,8% mais de DNA, em comparação com os que carregam o Y. É por trabalhar com uma disparidade tão pequena que a técnica nem sempre acerta. E a falha teria sido ainda maior se, em vez de meninas, a Genetics tentasse escolher meninos, pois é mais difícil separar os espermatozóides que têm uma quantidade muito reduzida de DNA do que aqueles que têm excesso.
DA SELEÇÃO ARTIFICIAL À ALTERAÇÃO GENÉTICA.
Não é apenas o sexo que já pode ser pré-definido. O desejo de evitar o nascimento de crianças com males incuráveis levou à criação de outras duas técnicas de escolha. Por meio da primeira, é possível enxergar os cromossomos dentro das células de um embrião. Com isso, verifica-se a presença de algum defeito causador de doença grave, como a síndrome de Down, que provoca retardamento mental. “O exame dos cromossomos também é usado para contornar males como hemofilia”, acrescenta o médico Eduardo Motta, do Huntington Centro de Medicina Reprodutiva, em São Paulo. A doença pode ser detectada nos genes maternos e afeta apenas os filho homens. Aí, basta observar os cromossomos os cromossomos do embrião, dois dias depois da fecundação, para saber o sexo do futuro bebê. Se ficar claro que vai nascer menina, não há problema. Senão, o embrião é descartado. Aliás, só em casos terapêuticos a legislação brasileira autoriza a seleção de embriões. A Segunda técnica consiste em examinar não os próprios cromossomos, mas a molécula de DNA que está dentro deles. Pode-se ver, dessa maneira, se há incorreções genéticas que levam a diversas enfermidades, como a fibrose cística e a adenoleucodistrofia. Se houver, corta-se o mal pela raiz. “Optamos por implantar embriões saudáveis e descartamos os que apresentam problemas”, diz o médico Thomaz Gollop, do Instituto de Medicina Fetal e Genética Humana, em São Paulo. Até agora, os médicos conseguem apenas enxergar as características dos embriões, mas estão aprendendo a modificá-las, mexendo diretamente nos genes. “Assim, vai ser possível intervir e corrigir os defeitos” anima-se o geneticista Marcos Aurélio Sampaio, da Clínica Origem, em Belo Horizonte (MG).
UM GATILHO CONTRA O CÂNCER
É a terapia genética aplicada aos que vão nascer. Ela poderá eliminar doenças de diversos tipos. O biologista molecular John Campbell, da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, imagina que seria possível poupar um futuro cidadão de ter câncer quando ele ainda estiver no estágio de um ovo – que é um óvulo já fertilizado. A solução seria introduzir nesse ovo um gene capaz de interromper o crescimento de qualquer tumor. O gene ficaria desligado até o câncer se manifestar e só então seria ativado por uma substância – gatilho a ser tomada na ocasião. A hipótese impressiona pelo benefício que traria, mas também pela complicação que acarreta. É que, ao introduzir um gene num ovo, ele passaria a agir não apenas no bebê gerado por esse ovo, mas também nos filhos dessa criança e nos filhos desses filhos. Em outras palavras, estaria dando o primeiro passo para criar uma geração de seres alterados geneticamente. Tudo bem, Campbell está pensativo numa cura. Mas e se o objetivo fosse criar uma geração mais bonita, mais inteligente ou meramente mais adequada a certos padrões de comportamento?
O QUE DÁ PARA EVITAR.
Distrofilia de Duchenne
Degeneração dos músculos.
Síndrome de Turner
Mulheres com estatura baixa, pescoço curto e infeteis.
Talassemia
Anemia e atraso no crescimento.
Adenoleucodistrofia
Perda da visão e da coordenação muscular
Síndrome de Edwards
Musculatura tensionada, dificuldade em abrir a mão e a boca.
Síndrome de Patau
Cabeça grande, lábio leporino e número anormal de dedos.
Coréia de Huntington
Perda precoce de memória e da coordenação motora.
Fibrose cística
O pulmão e o pâncreas funcionam mal.
SÓ EMBRIÃO SAUDÁVEL TEM DIREITO DE NASCER?
Até que ponto um homem ou uma mulher devem intervir nas características dos seus filhos e filhas? Para o geneticista Osvaldo Frota Pessoa, da Universidade de São Paulo, não há limite. “Não vejo nada de errado na idéia de produzir indivíduos mais bonitos e mais saudáveis”, afirma ele. “Todo mundo quer ter filhos maravilhosos e esse será o futuro”. Em teoria, a questão parece simples. Mas, na prática, a legislação brasileira proíbe qualquer intervenção sobre o patrimônio genético sem fins terapêuticos. Imagine que você queira mexer nos genes de seu filho para torna-lo mais bonito, como disse Frota Pessoa. Não pode. Pela lei, só estão autorizadas as alterações nos genes humanos destinadas a eliminar defeitos que causem problemas à saúde. Acontece que a lei, nesse caso, reflete a profunda preocupação que causa, em muitos setores da sociedade, o uso indiscriminado dos novos conhecimentos científicos. “Há quem considere imoral descartar embriões para evitar o nascimento de crianças doentes, da mesma forma como se acredita ser imoral fazer um aborto”, diz Tristam Engelhardt, do Centro de Ética Médica do Baylor College of Medicine, no Texas, Estados Unidos.
IGREJA É CONTRA DISPENSAR EMBRIÕES DOENTES.
É uma objeção que a Igreja Católica assina embaixo. “O fato de escolher o sexo ou a condição de saúde de uma criança significa deixar de aceitá-la encondicionalmente como pessoa”, diz o padre Márcio Fabri, diretor do instituto Alfonsianum de Ética. O seu ponto de vista se baseia nos ensinamentos da encíclica Sobre o Valor e a Inviolabilidade da Vida Humana, divulgada em março de 1995 pelo papa João Paulo II. Mas a Igreja Católica não é refratária a qualquer tipo de intervenção. A mesma encíclica aceita que se manipulem os genes do embrião para evitar um mal. Em compensação, não admite nem a fertilização de proveta nem que algum embrião mesmo se fecundado por meios naturais, seja eliminado para outro nasça perfeito. “Tal atitude seria vergonhosa e profundamente repreensível porque presume medir o valor da humana”, diz a encíclica. Diante das várias maneiras de ver a questão, Marco Segre, presidente da Sociedade Brasileira de Bioética, parece procurar uma forma de conciliação. “Nenhuma tecnologia, em si mesma, é ética ou antiética”, argumenta ele tudo depende do uso que dermos a ela.
“E, enquanto visarmos o bem-estar da humanidade estaremos no caminho certo”. ??????????
Fonte: www.brasilescola.com/biologia/engenharia-genetica.htm
JÁ SE PODE ESCOLHER O SEXO DOS BEBÊS E SELECIONAR EMBRIÕES SEM DISTÚRBIOS GRAVES. DAQUI A ALGUM TEMPO SERÁ VIÁVEL ATÉ ALTERAR AS SUAS CARACTERÍSTICAS GENÉTICAS. PARA O BEM OU MAL, A HUMANIDADE ESTÁ SE TORNANDO CAPAZ DE DECIDIR COMO SERÃO OS NOVOS HABITANTES DO PLANETA.
Daqui para a frente a vontade de ter um menino ou uma menina não é mais um mero desejo. É uma ordem. Em setembro, a clínica americana Genetics & IVF Institute anunciou ter conseguido separar os espermatozóides com o cromossomo X - que geram garotas – dos que carregam o Y e fazem nascer rapazes. Uma fecundação artificial foi feita apenas com os espermatozóides X. Aí, dos quatorze casais que haviam pedido bebês do sexo feminino, treze conseguiram. Agora a Genetics promete, em alguns meses, tornar o método acessível a todo papai e toda mamãe ansiosos por burlar a seleção natural Inclusive famílias brasileiras. Embora a empresa não divulgue quanto vai cobrar pela satisfação paterna, sabe-se que, nos testes realizados, cada par de pais desembolsou 2.500 dólares. Isso é bom para a humanidade? “As novidades chegam tão depressa que não temos tempo de digeri-las”, disse à Super o biólogo americano Lee Silve, da Universidade de Princeton. Um dos mais respeitados microbiologistas do mundo, ele é autor de um livro importante sobre o assunto, Remaking Eden (algo como “refazendo o Éden”, ainda não traduzido para o português), no qual analisa como os novos conhecimentos da Biologia “poderão transformar a família americana”. Silver explica que a escolha do sexo é apenas o começo, pois, não demora muito, os médicos vão aprender a mexer diretamente nos genes dos embriões e, assim alterar os seus traços hereditários. Os pais vão poder decidir se querem que seus filhos nasçam mais resistentes a infecções, mais bonitos ou mais inteligentes. ”Esse tipo de manipulação genética estará disponível dentro de uns vinte anos”, avalia outro craque da microbiologia, o americano Gregory Stock, da Universidade da Califórnia. Nas próximas páginas você vai entender o que já está sendo feito o que vai ser possível fazer e os profundos dilemas éticos envolvidos nessas descobertas.
PARA ESCOLHER O SEXO, BASTA FILTRAR O SÊMEN.
Em 1993, a clínica americana Genetics & IVT Institute começou a recrutar casais que queriam escolher o sexo do bebê. Todos os inscritos estavam na faixa dos 30 anos e tinham interesse em ter uma menina. Dos catorze que fizeram o teste, só um não conseguiu o que queria, nascendo um garoto. Já se sábia, desde o início, que havia essa possibilidade de falha, pois a eficiência da técnica não é de 100% . A clínica americana chegou bem perto disso, com 92,9% de sucesso.
A margem de erro existe porque a separação dos espermatozóides depende de uma diferença muito sutil entre eles: dentro dos que carregam o cromossomo X, há 2,8% mais de DNA, em comparação com os que carregam o Y. É por trabalhar com uma disparidade tão pequena que a técnica nem sempre acerta. E a falha teria sido ainda maior se, em vez de meninas, a Genetics tentasse escolher meninos, pois é mais difícil separar os espermatozóides que têm uma quantidade muito reduzida de DNA do que aqueles que têm excesso.
DA SELEÇÃO ARTIFICIAL À ALTERAÇÃO GENÉTICA.
Não é apenas o sexo que já pode ser pré-definido. O desejo de evitar o nascimento de crianças com males incuráveis levou à criação de outras duas técnicas de escolha. Por meio da primeira, é possível enxergar os cromossomos dentro das células de um embrião. Com isso, verifica-se a presença de algum defeito causador de doença grave, como a síndrome de Down, que provoca retardamento mental. “O exame dos cromossomos também é usado para contornar males como hemofilia”, acrescenta o médico Eduardo Motta, do Huntington Centro de Medicina Reprodutiva, em São Paulo. A doença pode ser detectada nos genes maternos e afeta apenas os filho homens. Aí, basta observar os cromossomos os cromossomos do embrião, dois dias depois da fecundação, para saber o sexo do futuro bebê. Se ficar claro que vai nascer menina, não há problema. Senão, o embrião é descartado. Aliás, só em casos terapêuticos a legislação brasileira autoriza a seleção de embriões. A Segunda técnica consiste em examinar não os próprios cromossomos, mas a molécula de DNA que está dentro deles. Pode-se ver, dessa maneira, se há incorreções genéticas que levam a diversas enfermidades, como a fibrose cística e a adenoleucodistrofia. Se houver, corta-se o mal pela raiz. “Optamos por implantar embriões saudáveis e descartamos os que apresentam problemas”, diz o médico Thomaz Gollop, do Instituto de Medicina Fetal e Genética Humana, em São Paulo. Até agora, os médicos conseguem apenas enxergar as características dos embriões, mas estão aprendendo a modificá-las, mexendo diretamente nos genes. “Assim, vai ser possível intervir e corrigir os defeitos” anima-se o geneticista Marcos Aurélio Sampaio, da Clínica Origem, em Belo Horizonte (MG).
UM GATILHO CONTRA O CÂNCER
É a terapia genética aplicada aos que vão nascer. Ela poderá eliminar doenças de diversos tipos. O biologista molecular John Campbell, da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, imagina que seria possível poupar um futuro cidadão de ter câncer quando ele ainda estiver no estágio de um ovo – que é um óvulo já fertilizado. A solução seria introduzir nesse ovo um gene capaz de interromper o crescimento de qualquer tumor. O gene ficaria desligado até o câncer se manifestar e só então seria ativado por uma substância – gatilho a ser tomada na ocasião. A hipótese impressiona pelo benefício que traria, mas também pela complicação que acarreta. É que, ao introduzir um gene num ovo, ele passaria a agir não apenas no bebê gerado por esse ovo, mas também nos filhos dessa criança e nos filhos desses filhos. Em outras palavras, estaria dando o primeiro passo para criar uma geração de seres alterados geneticamente. Tudo bem, Campbell está pensativo numa cura. Mas e se o objetivo fosse criar uma geração mais bonita, mais inteligente ou meramente mais adequada a certos padrões de comportamento?
O QUE DÁ PARA EVITAR.
Distrofilia de Duchenne
Degeneração dos músculos.
Síndrome de Turner
Mulheres com estatura baixa, pescoço curto e infeteis.
Talassemia
Anemia e atraso no crescimento.
Adenoleucodistrofia
Perda da visão e da coordenação muscular
Síndrome de Edwards
Musculatura tensionada, dificuldade em abrir a mão e a boca.
Síndrome de Patau
Cabeça grande, lábio leporino e número anormal de dedos.
Coréia de Huntington
Perda precoce de memória e da coordenação motora.
Fibrose cística
O pulmão e o pâncreas funcionam mal.
SÓ EMBRIÃO SAUDÁVEL TEM DIREITO DE NASCER?
Até que ponto um homem ou uma mulher devem intervir nas características dos seus filhos e filhas? Para o geneticista Osvaldo Frota Pessoa, da Universidade de São Paulo, não há limite. “Não vejo nada de errado na idéia de produzir indivíduos mais bonitos e mais saudáveis”, afirma ele. “Todo mundo quer ter filhos maravilhosos e esse será o futuro”. Em teoria, a questão parece simples. Mas, na prática, a legislação brasileira proíbe qualquer intervenção sobre o patrimônio genético sem fins terapêuticos. Imagine que você queira mexer nos genes de seu filho para torna-lo mais bonito, como disse Frota Pessoa. Não pode. Pela lei, só estão autorizadas as alterações nos genes humanos destinadas a eliminar defeitos que causem problemas à saúde. Acontece que a lei, nesse caso, reflete a profunda preocupação que causa, em muitos setores da sociedade, o uso indiscriminado dos novos conhecimentos científicos. “Há quem considere imoral descartar embriões para evitar o nascimento de crianças doentes, da mesma forma como se acredita ser imoral fazer um aborto”, diz Tristam Engelhardt, do Centro de Ética Médica do Baylor College of Medicine, no Texas, Estados Unidos.
IGREJA É CONTRA DISPENSAR EMBRIÕES DOENTES.
É uma objeção que a Igreja Católica assina embaixo. “O fato de escolher o sexo ou a condição de saúde de uma criança significa deixar de aceitá-la encondicionalmente como pessoa”, diz o padre Márcio Fabri, diretor do instituto Alfonsianum de Ética. O seu ponto de vista se baseia nos ensinamentos da encíclica Sobre o Valor e a Inviolabilidade da Vida Humana, divulgada em março de 1995 pelo papa João Paulo II. Mas a Igreja Católica não é refratária a qualquer tipo de intervenção. A mesma encíclica aceita que se manipulem os genes do embrião para evitar um mal. Em compensação, não admite nem a fertilização de proveta nem que algum embrião mesmo se fecundado por meios naturais, seja eliminado para outro nasça perfeito. “Tal atitude seria vergonhosa e profundamente repreensível porque presume medir o valor da humana”, diz a encíclica. Diante das várias maneiras de ver a questão, Marco Segre, presidente da Sociedade Brasileira de Bioética, parece procurar uma forma de conciliação. “Nenhuma tecnologia, em si mesma, é ética ou antiética”, argumenta ele tudo depende do uso que dermos a ela.
“E, enquanto visarmos o bem-estar da humanidade estaremos no caminho certo”. ??????????
Fonte: www.brasilescola.com/biologia/engenharia-genetica.htm
22 de fev. de 2010
Oi Gurizadaaaaaa Terceirão......São José....Boa Leitura
POLUIÇÃO GENÉTICA
A poluição genética resulta do cruzamento de variedades transgênicas (OGMs) com variedades selvagens e convencionais. Esse cruzamento pode causar a perda de biodiversidade, irreversível e incontrolável. Estima-se que 50.000 espécies são extintas todos os anos, que os ecossistemas encontram-se altamente instáveis e desequilibrados – e a sobrevivência do Homem depende diretamente da biodiversidade. Os OGMs, por serem seres vivos novos, não têm predadores naturais e podem, em certos casos, expandir-se com facilidade, competindo diretamente com as espécies nativas. A aplicação de um herbicida não seletivo a culturas de OGMs tolerantes elimina outras plantas, mesmo que benéficas. Insetos, aves e mamíferos dependentes são, consequentemente, afetados. Existem ainda evidências de que plantas transgênicas podem tornar-se tóxicas para os animais. Resultado global: a previsível ruptura dos já fragilizados ecossistemas.A poluição genética é diferente da poluição de qualquer outra natureza, pois tem a possibilidade de se difundir por reprodução, reduzindo a chance de controle por eliminação da fonte do poluente e fugindo completamente ao controle, o que representa um risco considerável a ser analisado. Um relatório recente do governo americano sugere que será muito difícil impedir que plantas e animais geneticamente modificados tenham algum efeito sobre o meio ambiente e as pessoas, ainda que involuntário; o documento, divulgado pelo Conselho Nacional de Pesquisa da Academia de Ciências dos EUA, diz que, embora muitas técnicas estejam sendo desenvolvidas com o objetivo de impedir organismos geneticamente modificados ou seus genes de se disseminar na natureza, a maioria delas não parece ser eficaz. Uma das principais mensagens do documento é que há muito poucos métodos de bioconfinamento bem desenvolvidos. Os transgenes podem ser transferidos para as espécies nativas através de processos naturais que sempre foram inofensivos e fundamentais para o aparecimento de novas espécies. Quando arrastado pelo vento, o pólen pode percorrer mais de 180 Km num só dia, e viagens bem mais longas podem ocorrer ocasionalmente.
Torna‑se assim impossível separar as culturas transgênicas das convencionais, dado que a contaminação genética ocorre sempre: não há uma distância de separação que possa ser considerada segura.Para evitar a erosão genética e a perda de biodiversidade, são necessários estudos de impacto ambiental que levem em conta as características do OGM e do ecossistema onde será inserido. O milho consegue jogar o pólen a muitos quilômetros, mas a soja se autopoliniza. Cada planta é uma planta, cada proteína é uma proteína.
As gramíneas apresentam uma polinização anemófila (pelo vento). As principais gramíneas são o arroz, a aveia, o trigo, o milho, a cevada, o centeio, o sorgo e a cana-de-açúcar.
O cultivo de transgênicos reforça a tendência à uniformidade genética na agricultura, com grandes monoculturas utilizando umas poucas variedades da mesma espécie. Estas variedades estão sendo selecionadas apenas em função de umas poucas características, como a resposta à adubação química no melhoramento convencional e a resistência a uma ou outra praga ou doença, ou ainda a herbicidas, no caso dos transgênicos, estreitando a variabilidade genética destas plantas, tão vital para sua adaptação e evolução no futuro. Isto torna estas culturas extremamente suscetíveis ao ataque de pragas e doenças com grandes riscos para a produção e levando a demandas cada vez maiores de controles com agrotóxicos perigosos para o meio ambiente e a saúde.
Está demonstrada por pesquisas de universidades americanas a possibilidade de transferência espontânea, para plantas silvestres da mesma família, dos genes introduzidos numa variedade cultivada. Por exemplo, os genes introduzidos em espécies cultivadas para torná-las resistentes à herbicidas podem transferir-se espontaneamente para plantas silvestres com risco de torná-las superervas daninhas de difícil controle. Os "transgenes" também se transferem para variedades tradicionais ou convencionais da mesma espécie em campos vizinhos.
Isso está acontecendo com o milho, no México, e já foi comprovado cientificamente, conforme divulgado pela revista científica britânica Nature (29/11/2001). Os pesquisadores da Universidade da Califórnia em Berkeley (EUA), David Quist e Ignacio Chapela, que assinaram o trabalho, comprovaram que o pólen de milho transgênico fertilizou o milho nativo. O México é o centro de origem do milho. Há dezenas de variedades no país, as quais representam a base financeira para milhares de famílias. O milho é tão importante para os mexicanos que ultrapassa a questão econômica e assume feições culturais. Para proteger esse tesouro genético, o governo do México baniu, em 1998, o cultivo de versões transgênicas da planta - que tem polinização cruzada - para impedir a contaminação das variedades nativas. Neste ano, exames conduzidos por comunidades indígenas e camponesas descobriram DNA de milho transgênico em pelo menos nove Estados produtores. Entre eles, está a proteína Bt-Cry9c, que identifica o milho Starlink, da Aventis. O grão é plantado nos Estados Unidos como fonte de alimentação animal, mas é proibido para o consumo humano. As causas da contaminação ainda não estão claras, mas sabe-se que o pólen do milho pode viajar pelo vento.
Nos últimos anos, ervas daninhas resistentes ao glifosato têm surgido em Estados americanos produtores de soja transgênica. A soja RR foi modificada geneticamente para que se tornasse resistente ao herbicida glifosato. O glifosato age pela inibição de enzima essencial ao desenvolvimento das plantas, mas que não existe em nenhum outro ser vivo. O que a biotecnologia viabilizou foi a produção de maior quantidade dessa enzima, o que permite que ela sobreviva à aplicação do herbicida. Isso significa que o Roundup (o herbicida) ou outra formulação de glifosato pode ser usado livremente para eliminar as ervas daninhas, sem afetar a soja. A soja Roundup Ready, evento 40-3-2, foi produzida pela introdução da seqüência de codificação cp4 epsps, naturalmente tolerante ao glifosato, no genoma da soja, usando-se transformação por aceleração de partículas, também conhecida por biolística.
A tendência é que os agricultores tenham de usar outros herbicidas para vencer a resistência dessas variedades e, por conseqüência, perder sua vantagem competitiva. Nos primeiros três anos de cultivo (1996 a 1998), os transgênicos resistentes aos herbicidas reduziram o consumo de herbicidas, comparado com os cultivos convencionais, em uma quantidade estimada em 8,3 milhões de quilos (kg). No entanto, nos últimos três anos (2001 a 2003), a quantidade destes herbicidas aplicados nestas mesmas variedades aumentaram em 36,3 milhões de quilos (kg), comparado com cultivos convencionais. Os dados do Departamento de Agricultura dos EUA mostra um inacreditável aumento de 22% na quantidade de glifosato aplicado por hectare de soja transgênica entre 2001 e 2002. Conseqüentemente, o grande aumento do uso de glifosato aplicado por hectare de soja transgênica combinado com o aumento da área de soja Roundup Ready da Monsanto foi a principal razão para o aumento no uso de herbicidas nos Estados Unidos.O estudo, no Brasil, do arroz Liberty Link, da AgrEvo, foi cercado de cuidados incomuns. Segundo a CTNBio, o OGM poderia se misturar a uma variedade selvagem chamada de "arroz vermelho", praga que infesta plantações no Sul, e criar uma "supererva".
Embora a maioria dos OGMs dificilmente poderiam vir a se tornar problema desse tipo, o fato de 11 entre as 18 principais espécies invasoras (super-invasoras) no mundo serem aparentadas de espécies cultivadas permite levantar esta possibilidade de risco, em especial para ambientes naturais como reservas biológicas. Entre as espécies mais citadas como possíveis super-invasoras estão Sorghum bicolor e Oriza sativa. Provavelmente a espécie cultivada de sorgo, S.halepense é derivada de S.bicolor e S.propinguun que são invasoras. No Caso do arroz, o arroz vermelho é, na realidade, da mesma espécie que o arroz cultivado e a passagem do gene para resistência a herbicida não teria barreira alguma para ser transferido para o arroz vermelho. Mas o exemplo mais claro do potencial de criação de super-invasoras a partir de hibridação de espécies silvestres com OGMs é o caso de Brassica napus que embora tenha 19 cromossomos (2n=38) teve o gene para resistência transferido para Brassica campestris, que tem 10 (2n=20) cromossomos. Assim, mesmo que a frequência do evento seja muito baixa, sobre forte pressão de seleção haverá fixação da característica que resulte em maior aptidão no ambiente. Híbridos de canola, girasol e curcubitáceas são facilmente produzidos por polinização via insetos. Espécies polinizadas pelo vento são particularmente problemáticas. O arroz vermelho, uma das principais invasoras em arroz irrigado, certamente tornar-se-á resistente em poucas gerações.Da mesma forma, os evolucionistas alertam para o nascimento de insetos resistentes à toxina Bt. O gene para resistência que vem sendo mais utilizado é o que codifica para a produção de proteína tóxica da bactéria Bacillus thuringiensis. Na técnica mediada pela bactéria Agrobacterium tumefaciens, insere-se primeiro o gene na bactéria, e depois infecta-se algum tecido da planta que se quer transformar, com esta bactéria. Este tipo de bactéria tem como característica transferir parte de seu DNA para o genoma das células que infecta.
Essa bactéria (Bt) há quase um século vem sendo utilizada como agente de controle biológico de insetos, uma vez que é letal, especialmente para grupos de lepidópteros (mariposas e borboletas) e coleópteros (besouros). A inserção de genes para toxina de Bt em plantas cultivadas se traduz em desvantagens para o ambiente e para processos evolutivos, a maioria das quais equivalentes às causadas por sobredosagem de agrotóxicos.
O primeiro risco apontado neste caso é o de impacto da toxina, quando expressa na planta, sobre espécies não alvo. Polinizadores, predadores e parasitóides de insetos podem ser afetados de diferentes maneiras. As folhas caídas das plantas transgênicas produtoras de Bt podem alterar a composição biológica do solo, provocando alterações na absorção de nutrientes pelas plantas ou mesmo toxicidade para os organismos deste meio – que desempenham um papel fundamental no equilíbrio biológico do solo bem como nos vários ciclos biogeoquímicos (ciclo da água, nitrogênio, fósforo, enxofre, etc.)O exemplo do tabaco no Sul do Brasil porque é uma cultura produzida intensamente nesta região e para a qual já existe solicitação, junto à CTNBio, de liberação no meio ambiente, de tabaco modificado para resistência a várias doenças. Nicotiana é um gênero de Solanáceas que representa um grupo bastante variável quanto ao cariótipo, tendo espécies com diferentes números de cromossomos. Mas é também um grupo muito promíscuo. A polinização de muitas de suas espécies é feita por mariposas da família Sphingidae, que são insetos robustos e com grande capacidade de vôo a longas distâncias. A possibilidade de transferência de genes para resistência a patógenos para espécies aparentadas a partir do cultivo de tabaco transgênico é provavelmente uma questão de tempo. Há, portanto, o risco de termos, via hibridação, a seleção de linhagens resistentes a doenças e com potencial invasor de cultivos e de ambientes naturais. Dependendo das condições em que esse processo ocorrer é ainda possível sugerir um impacto sobre a biodiversidade via eliminação de espécies endêmicas em áreas onde essas novas pragas encontrem condições favoráveis para sua expansão e competição com espécies autóctones.A probabilidade de cruzamento não depende da característica introduzida nas plantas transgênicas ou do melhoramento genético clássico, mas sim do sistema natural de reprodução de cada cultura. A soja, por exemplo, é uma espécie que se reproduz por autofecundação, o que minimiza o potencial de cruzamento com outras plantas de soja ou de qualquer outra espécie.
o caso do milho, uma espécie que se reproduz por polinização cruzada, diversos estudos já foram realizados a respeito das características e movimentação do pólen. Esse conhecimento permite que todos os cuidados sejam tomados antes da autorização do plantio em nível experimental e, posteriormente, para a liberação em escala comercial.
A realidade é que a promessa da biotecnologia não se cumpriu na área de alimentos, uma vez que os produtos que hoje chegam ao mercado não trazem qualquer tipo de vantagem em qualidade para o consumidor e tampouco são mais baratos. As possíveis vantagens para o produtor também são questionáveis. Transgênicos não são mais produtivos do que os não transgênicos (Lappé & Bailey 1998). Trata-se muito mais de uma corrida comercial. O interesse em recuperar rapidamente os investimentos de grandes corporações* e de garantir mercados futuros de sementes faz com que esses produtos sejam emprurrados goela abaixo de governos e da população, atropelando a demanda de pesquisas que garantam a biosegurança, em relação à saúde e meio ambiente, atropelando os debates e a legislação.Estados Unidos é o país maior produtor de organismos geneticamente modificados e seu principal defensor. Segundo a ISAAA (Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicações de Agrobiotecnologia), os EUA respondem por dois terços das áreas cultivadas no mundo, com ênfase em milho, soja, algodão e canola. Eles foram a primeira nação a plantar OGMs comercialmente, em 1996, e são os que mais exportam e consomem. A Argentina é o segundo país em produção de organismos geneticamente modificados: em 2002, correspondia a 23% da área total no mundo com plantações transgênicas. Toda a soja cultivada na Argentina é modificada. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA, a produtividade da soja argentina na safra 2002/2003 é igual à obtida na de 1997/1998, antes da adoção dos transgênicos.Se a cultura de transgênicos se generalizar, a maioria dos agricultores terá de adquirir as sementes e herbicidas das empresas biotecnológicas, ficando ainda mais dependentes delas e com uma margem de manobra, face a situações imprevistas, diminuída. No caso particular do terceiro mundo, em que a alimentação depende da existência de variedades bem adaptadas ao clima de cada região (resultado de uma evolução e seleção de 12 000 anos) e de uma produção alimentar localizada e sustentada, o resultado será menos comida e, portanto, mais fome.
* As cinco maiores empresas do setor de biotecnologia: DuPont, Dow Chemical e Monsanto, nos EUA. As outras duas multinacionais ficam na Europa: a Novartis localiza-se na Suíça e a Aventis, na França.
Fontes: Revista Eco 21, Ano XIV, Edição 97, Dezembro 2004. (www.eco21.com.br)http://revistagalileu.globo.com/Galileu/www.stopogm.net/ biotecnologia/riscos.htmRevista de Agricultura, Piracicaba, V 76, fasc. 3. 2001. Maria Alice Garcia, Profª. Associada, Laboratório de Interações Inseto-planta - LIIP, Departamento de Zoologia, Instituto de Biologia, Universidade Estadual de Campinas
POLUIÇÃO GENÉTICA
A poluição genética resulta do cruzamento de variedades transgênicas (OGMs) com variedades selvagens e convencionais. Esse cruzamento pode causar a perda de biodiversidade, irreversível e incontrolável. Estima-se que 50.000 espécies são extintas todos os anos, que os ecossistemas encontram-se altamente instáveis e desequilibrados – e a sobrevivência do Homem depende diretamente da biodiversidade. Os OGMs, por serem seres vivos novos, não têm predadores naturais e podem, em certos casos, expandir-se com facilidade, competindo diretamente com as espécies nativas. A aplicação de um herbicida não seletivo a culturas de OGMs tolerantes elimina outras plantas, mesmo que benéficas. Insetos, aves e mamíferos dependentes são, consequentemente, afetados. Existem ainda evidências de que plantas transgênicas podem tornar-se tóxicas para os animais. Resultado global: a previsível ruptura dos já fragilizados ecossistemas.A poluição genética é diferente da poluição de qualquer outra natureza, pois tem a possibilidade de se difundir por reprodução, reduzindo a chance de controle por eliminação da fonte do poluente e fugindo completamente ao controle, o que representa um risco considerável a ser analisado. Um relatório recente do governo americano sugere que será muito difícil impedir que plantas e animais geneticamente modificados tenham algum efeito sobre o meio ambiente e as pessoas, ainda que involuntário; o documento, divulgado pelo Conselho Nacional de Pesquisa da Academia de Ciências dos EUA, diz que, embora muitas técnicas estejam sendo desenvolvidas com o objetivo de impedir organismos geneticamente modificados ou seus genes de se disseminar na natureza, a maioria delas não parece ser eficaz. Uma das principais mensagens do documento é que há muito poucos métodos de bioconfinamento bem desenvolvidos. Os transgenes podem ser transferidos para as espécies nativas através de processos naturais que sempre foram inofensivos e fundamentais para o aparecimento de novas espécies. Quando arrastado pelo vento, o pólen pode percorrer mais de 180 Km num só dia, e viagens bem mais longas podem ocorrer ocasionalmente.
Torna‑se assim impossível separar as culturas transgênicas das convencionais, dado que a contaminação genética ocorre sempre: não há uma distância de separação que possa ser considerada segura.Para evitar a erosão genética e a perda de biodiversidade, são necessários estudos de impacto ambiental que levem em conta as características do OGM e do ecossistema onde será inserido. O milho consegue jogar o pólen a muitos quilômetros, mas a soja se autopoliniza. Cada planta é uma planta, cada proteína é uma proteína.
As gramíneas apresentam uma polinização anemófila (pelo vento). As principais gramíneas são o arroz, a aveia, o trigo, o milho, a cevada, o centeio, o sorgo e a cana-de-açúcar.
O cultivo de transgênicos reforça a tendência à uniformidade genética na agricultura, com grandes monoculturas utilizando umas poucas variedades da mesma espécie. Estas variedades estão sendo selecionadas apenas em função de umas poucas características, como a resposta à adubação química no melhoramento convencional e a resistência a uma ou outra praga ou doença, ou ainda a herbicidas, no caso dos transgênicos, estreitando a variabilidade genética destas plantas, tão vital para sua adaptação e evolução no futuro. Isto torna estas culturas extremamente suscetíveis ao ataque de pragas e doenças com grandes riscos para a produção e levando a demandas cada vez maiores de controles com agrotóxicos perigosos para o meio ambiente e a saúde.
Está demonstrada por pesquisas de universidades americanas a possibilidade de transferência espontânea, para plantas silvestres da mesma família, dos genes introduzidos numa variedade cultivada. Por exemplo, os genes introduzidos em espécies cultivadas para torná-las resistentes à herbicidas podem transferir-se espontaneamente para plantas silvestres com risco de torná-las superervas daninhas de difícil controle. Os "transgenes" também se transferem para variedades tradicionais ou convencionais da mesma espécie em campos vizinhos.
Isso está acontecendo com o milho, no México, e já foi comprovado cientificamente, conforme divulgado pela revista científica britânica Nature (29/11/2001). Os pesquisadores da Universidade da Califórnia em Berkeley (EUA), David Quist e Ignacio Chapela, que assinaram o trabalho, comprovaram que o pólen de milho transgênico fertilizou o milho nativo. O México é o centro de origem do milho. Há dezenas de variedades no país, as quais representam a base financeira para milhares de famílias. O milho é tão importante para os mexicanos que ultrapassa a questão econômica e assume feições culturais. Para proteger esse tesouro genético, o governo do México baniu, em 1998, o cultivo de versões transgênicas da planta - que tem polinização cruzada - para impedir a contaminação das variedades nativas. Neste ano, exames conduzidos por comunidades indígenas e camponesas descobriram DNA de milho transgênico em pelo menos nove Estados produtores. Entre eles, está a proteína Bt-Cry9c, que identifica o milho Starlink, da Aventis. O grão é plantado nos Estados Unidos como fonte de alimentação animal, mas é proibido para o consumo humano. As causas da contaminação ainda não estão claras, mas sabe-se que o pólen do milho pode viajar pelo vento.
Nos últimos anos, ervas daninhas resistentes ao glifosato têm surgido em Estados americanos produtores de soja transgênica. A soja RR foi modificada geneticamente para que se tornasse resistente ao herbicida glifosato. O glifosato age pela inibição de enzima essencial ao desenvolvimento das plantas, mas que não existe em nenhum outro ser vivo. O que a biotecnologia viabilizou foi a produção de maior quantidade dessa enzima, o que permite que ela sobreviva à aplicação do herbicida. Isso significa que o Roundup (o herbicida) ou outra formulação de glifosato pode ser usado livremente para eliminar as ervas daninhas, sem afetar a soja. A soja Roundup Ready, evento 40-3-2, foi produzida pela introdução da seqüência de codificação cp4 epsps, naturalmente tolerante ao glifosato, no genoma da soja, usando-se transformação por aceleração de partículas, também conhecida por biolística.
A tendência é que os agricultores tenham de usar outros herbicidas para vencer a resistência dessas variedades e, por conseqüência, perder sua vantagem competitiva. Nos primeiros três anos de cultivo (1996 a 1998), os transgênicos resistentes aos herbicidas reduziram o consumo de herbicidas, comparado com os cultivos convencionais, em uma quantidade estimada em 8,3 milhões de quilos (kg). No entanto, nos últimos três anos (2001 a 2003), a quantidade destes herbicidas aplicados nestas mesmas variedades aumentaram em 36,3 milhões de quilos (kg), comparado com cultivos convencionais. Os dados do Departamento de Agricultura dos EUA mostra um inacreditável aumento de 22% na quantidade de glifosato aplicado por hectare de soja transgênica entre 2001 e 2002. Conseqüentemente, o grande aumento do uso de glifosato aplicado por hectare de soja transgênica combinado com o aumento da área de soja Roundup Ready da Monsanto foi a principal razão para o aumento no uso de herbicidas nos Estados Unidos.O estudo, no Brasil, do arroz Liberty Link, da AgrEvo, foi cercado de cuidados incomuns. Segundo a CTNBio, o OGM poderia se misturar a uma variedade selvagem chamada de "arroz vermelho", praga que infesta plantações no Sul, e criar uma "supererva".
Embora a maioria dos OGMs dificilmente poderiam vir a se tornar problema desse tipo, o fato de 11 entre as 18 principais espécies invasoras (super-invasoras) no mundo serem aparentadas de espécies cultivadas permite levantar esta possibilidade de risco, em especial para ambientes naturais como reservas biológicas. Entre as espécies mais citadas como possíveis super-invasoras estão Sorghum bicolor e Oriza sativa. Provavelmente a espécie cultivada de sorgo, S.halepense é derivada de S.bicolor e S.propinguun que são invasoras. No Caso do arroz, o arroz vermelho é, na realidade, da mesma espécie que o arroz cultivado e a passagem do gene para resistência a herbicida não teria barreira alguma para ser transferido para o arroz vermelho. Mas o exemplo mais claro do potencial de criação de super-invasoras a partir de hibridação de espécies silvestres com OGMs é o caso de Brassica napus que embora tenha 19 cromossomos (2n=38) teve o gene para resistência transferido para Brassica campestris, que tem 10 (2n=20) cromossomos. Assim, mesmo que a frequência do evento seja muito baixa, sobre forte pressão de seleção haverá fixação da característica que resulte em maior aptidão no ambiente. Híbridos de canola, girasol e curcubitáceas são facilmente produzidos por polinização via insetos. Espécies polinizadas pelo vento são particularmente problemáticas. O arroz vermelho, uma das principais invasoras em arroz irrigado, certamente tornar-se-á resistente em poucas gerações.Da mesma forma, os evolucionistas alertam para o nascimento de insetos resistentes à toxina Bt. O gene para resistência que vem sendo mais utilizado é o que codifica para a produção de proteína tóxica da bactéria Bacillus thuringiensis. Na técnica mediada pela bactéria Agrobacterium tumefaciens, insere-se primeiro o gene na bactéria, e depois infecta-se algum tecido da planta que se quer transformar, com esta bactéria. Este tipo de bactéria tem como característica transferir parte de seu DNA para o genoma das células que infecta.
Essa bactéria (Bt) há quase um século vem sendo utilizada como agente de controle biológico de insetos, uma vez que é letal, especialmente para grupos de lepidópteros (mariposas e borboletas) e coleópteros (besouros). A inserção de genes para toxina de Bt em plantas cultivadas se traduz em desvantagens para o ambiente e para processos evolutivos, a maioria das quais equivalentes às causadas por sobredosagem de agrotóxicos.
O primeiro risco apontado neste caso é o de impacto da toxina, quando expressa na planta, sobre espécies não alvo. Polinizadores, predadores e parasitóides de insetos podem ser afetados de diferentes maneiras. As folhas caídas das plantas transgênicas produtoras de Bt podem alterar a composição biológica do solo, provocando alterações na absorção de nutrientes pelas plantas ou mesmo toxicidade para os organismos deste meio – que desempenham um papel fundamental no equilíbrio biológico do solo bem como nos vários ciclos biogeoquímicos (ciclo da água, nitrogênio, fósforo, enxofre, etc.)O exemplo do tabaco no Sul do Brasil porque é uma cultura produzida intensamente nesta região e para a qual já existe solicitação, junto à CTNBio, de liberação no meio ambiente, de tabaco modificado para resistência a várias doenças. Nicotiana é um gênero de Solanáceas que representa um grupo bastante variável quanto ao cariótipo, tendo espécies com diferentes números de cromossomos. Mas é também um grupo muito promíscuo. A polinização de muitas de suas espécies é feita por mariposas da família Sphingidae, que são insetos robustos e com grande capacidade de vôo a longas distâncias. A possibilidade de transferência de genes para resistência a patógenos para espécies aparentadas a partir do cultivo de tabaco transgênico é provavelmente uma questão de tempo. Há, portanto, o risco de termos, via hibridação, a seleção de linhagens resistentes a doenças e com potencial invasor de cultivos e de ambientes naturais. Dependendo das condições em que esse processo ocorrer é ainda possível sugerir um impacto sobre a biodiversidade via eliminação de espécies endêmicas em áreas onde essas novas pragas encontrem condições favoráveis para sua expansão e competição com espécies autóctones.A probabilidade de cruzamento não depende da característica introduzida nas plantas transgênicas ou do melhoramento genético clássico, mas sim do sistema natural de reprodução de cada cultura. A soja, por exemplo, é uma espécie que se reproduz por autofecundação, o que minimiza o potencial de cruzamento com outras plantas de soja ou de qualquer outra espécie.
o caso do milho, uma espécie que se reproduz por polinização cruzada, diversos estudos já foram realizados a respeito das características e movimentação do pólen. Esse conhecimento permite que todos os cuidados sejam tomados antes da autorização do plantio em nível experimental e, posteriormente, para a liberação em escala comercial.
A realidade é que a promessa da biotecnologia não se cumpriu na área de alimentos, uma vez que os produtos que hoje chegam ao mercado não trazem qualquer tipo de vantagem em qualidade para o consumidor e tampouco são mais baratos. As possíveis vantagens para o produtor também são questionáveis. Transgênicos não são mais produtivos do que os não transgênicos (Lappé & Bailey 1998). Trata-se muito mais de uma corrida comercial. O interesse em recuperar rapidamente os investimentos de grandes corporações* e de garantir mercados futuros de sementes faz com que esses produtos sejam emprurrados goela abaixo de governos e da população, atropelando a demanda de pesquisas que garantam a biosegurança, em relação à saúde e meio ambiente, atropelando os debates e a legislação.Estados Unidos é o país maior produtor de organismos geneticamente modificados e seu principal defensor. Segundo a ISAAA (Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicações de Agrobiotecnologia), os EUA respondem por dois terços das áreas cultivadas no mundo, com ênfase em milho, soja, algodão e canola. Eles foram a primeira nação a plantar OGMs comercialmente, em 1996, e são os que mais exportam e consomem. A Argentina é o segundo país em produção de organismos geneticamente modificados: em 2002, correspondia a 23% da área total no mundo com plantações transgênicas. Toda a soja cultivada na Argentina é modificada. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA, a produtividade da soja argentina na safra 2002/2003 é igual à obtida na de 1997/1998, antes da adoção dos transgênicos.Se a cultura de transgênicos se generalizar, a maioria dos agricultores terá de adquirir as sementes e herbicidas das empresas biotecnológicas, ficando ainda mais dependentes delas e com uma margem de manobra, face a situações imprevistas, diminuída. No caso particular do terceiro mundo, em que a alimentação depende da existência de variedades bem adaptadas ao clima de cada região (resultado de uma evolução e seleção de 12 000 anos) e de uma produção alimentar localizada e sustentada, o resultado será menos comida e, portanto, mais fome.
* As cinco maiores empresas do setor de biotecnologia: DuPont, Dow Chemical e Monsanto, nos EUA. As outras duas multinacionais ficam na Europa: a Novartis localiza-se na Suíça e a Aventis, na França.
Fontes: Revista Eco 21, Ano XIV, Edição 97, Dezembro 2004. (www.eco21.com.br)http://revistagalileu.globo.com/Galileu/www.stopogm.net/ biotecnologia/riscos.htmRevista de Agricultura, Piracicaba, V 76, fasc. 3. 2001. Maria Alice Garcia, Profª. Associada, Laboratório de Interações Inseto-planta - LIIP, Departamento de Zoologia, Instituto de Biologia, Universidade Estadual de Campinas
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